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Hezbollah diz que plano de EUA e Israel contra resistência fracassou

O líder do Hezbollah afirma que o plano EUA-Israel contra resistência fracassou e destaca força do Irã e do Eixo da Resistência

O líder do Hezbollah no Líbano, Naim Qassem (Foto: Al Manar TV/REUTERS TV/via REUTERS/Foto de arquivo)
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247 - O líder do Hezbollah, Sheikh Naim Qasem, afirmou que o plano dos EUA e Israel contra a resistência fracassou e que o Irã saiu fortalecido da guerra, em meio à continuidade das tensões provocadas pela agressão israelense na região. As informações são da HispanTV.

Em discurso transmitido neste domingo (21), Qasem declarou que Israel tentou eliminar o chefe da Resistência no mundo durante a guerra contra o Irã, mas não conseguiu atingir seus objetivos. Para o dirigente do Movimento de Resistência Islâmica Libanês Hezbollah, a ofensiva israelense revelou os limites do projeto imperialista-sionista contra o Eixo da Resistência e confirmou a capacidade de enfrentamento das forças que se opõem à presença e à agressão de Israel na Ásia Ocidental.

“Apesar dos ataques massivos, a agressão do inimigo falhou e não atingiu seus objetivos; no entanto, os israelenses continuam a ter esperança de que a situação possa mudar”, afirmou Sheikh Naim Qasem.

O líder do Hezbollah destacou que o povo iraniano, mesmo diante de ataques e pressões, demonstrou grande capacidade de resistência. Segundo ele, o Irã emergiu mais forte e poderoso graças a “grandes sacrifícios” e provou que não abrirá mão de seus direitos nem de sua posição estratégica na região.

Qasem afirmou ainda que o fracasso do projeto israelense-americano, voltado para destruir o Hezbollah e enfraquecer a Resistência na Ásia Ocidental, abriu uma nova etapa política e militar. Segundo ele, essa fase é marcada pelas consequências da derrota desse projeto.

“Com o fracasso desse projeto, iniciou-se uma nova etapa, chamada de etapa das consequências da derrota do projeto israelense-americano”, disse.

A declaração reforça a posição do Hezbollah como uma das principais forças do Eixo da Resistência, movimento que se opõe à ocupação israelense, à pressão militar dos Estados Unidos e à tentativa de reorganização da região segundo os interesses de Washington e Tel Aviv. O Hezbollah sustenta que sua luta tem como objetivo a expulsão de Israel do território libanês e a defesa da soberania do Líbano diante das violações israelenses.

Ao criticar a conduta de Israel no cessar-fogo no Líbano, Qasem afirmou que qualquer acordo que permita liberdade de ação militar israelense não pode ser considerado uma interrupção real das hostilidades.

“Um cessar-fogo que concede a Israel liberdade de ação equivale a uma continuação da agressão, e não aceitamos isso”, declarou.

O líder do Hezbollah também acusou Israel de desrespeitar repetidamente os compromissos assumidos. “Todas as vezes que respeitamos o cessar-fogo, o inimigo não o fez”, acrescentou.

Segundo Qasem, a permanência de Israel em território libanês é insustentável. Ele afirmou que “permanecer em território libanês é impossível” para Israel e ressaltou que “não existem zonas seguras”. A fala expressa a firmeza do Hezbollah diante da presença israelense e reafirma a disposição do movimento de continuar resistindo à ocupação e às agressões.

Para o dirigente, um cessar-fogo verdadeiro deve significar o fim integral dos ataques israelenses por ar, terra e mar. Ele também defendeu a suspensão de demolições e de reforços militares, medidas que, segundo sua avaliação, fazem parte da continuidade da agressão contra o Líbano.

Qasem também ressaltou o papel do Irã como aliado estratégico da Resistência. Segundo ele, Teerã atua de forma decisiva para pôr fim à guerra contra o Líbano e permanece como um apoiador fundamental do Hezbollah.

A República Islâmica do Irã “é nossa apoiadora”, afirmou o líder do Hezbollah.

Ele acrescentou que a força iraniana tem sido demonstrada por meio de decisões estratégicas tomadas em defesa do Líbano e da Resistência. “Eis o poder do Irã: está fechando o Estreito de Ormuz em prol do Líbano”, declarou.

Qasem também dirigiu críticas ao governo libanês e questionou os resultados das negociações diretas com Israel. “Mas pergunto ao governo libanês: o que foi alcançado com a negociação direta com o inimigo, além de concessões?”, afirmou.

A posição do Hezbollah reforça a leitura de que a resistência libanesa vê o atual momento como uma virada após o fracasso dos objetivos de Israel e dos Estados Unidos. Para o movimento, a tentativa de destruir o Eixo da Resistência não apenas falhou, como fortaleceu a posição de seus integrantes na região.

Ao final de seu discurso, Qasem reiterou que Israel será completamente expulso do território libanês. A declaração sintetiza a linha política do Hezbollah: firmeza diante da agressão israelense, defesa da soberania do Líbano.

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