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Irã decreta fechamento do Estreito de Ormuz após ataques dos EUA e Israel

A informação foi divulgada pelo jornalista Glenn Diesen. Medida interrompe o tráfego marítimo de petróleo em uma das rotas mais estratégicas do mundo

Mapa mostra o Estreito de Hormuz e o Irã atrás de uma miniatura impressa em 3D do presidente dos EUA, Donald Trump, nesta ilustração 22/06/2025 (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

247 - O Irã decretou o fechamento do Estreito de Ormuz neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, após ataques aéreos de Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. A medida interrompe o tráfego marítimo em uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de energia e provoca alerta nos mercados globais. O analista Glenn Diesen destacou a gravidade da situação: “O Estreito de Ormuz está sendo fechado pelo Irã. A economia global sofrerá um choque”. Segundo agências internacionais, a Guarda Revolucionária do Irã transmitiu via rádio VHF mensagem afirmando que nenhuma embarcação está autorizada a transitar pelo Estreito de Ormuz.

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) foi mobilizado para bloquear o Estreito de Ormuz, afirmou posteriormente neste sábado o general de brigada do IRGC, Ibrahim Jabari. "O fechamento do Estreito de Ormuz está sendo realizado agora pelas forças do CGRI em resposta à agressão contra o Irã", disse Jabari à emissora Al-Mayadeen.

O Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo marítimo mundial, cerca de 12 a 20 milhões de barris por dia. Além do petróleo, passam por ali cargas significativas de gás natural liquefeito (GNL). Grandes exportadores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Irã dependem dessa rota, que não possui alternativas capazes de absorver seu fluxo de energia.

Autoridades de navegação internacionais e governos de países consumidores de energia alertam para o impacto imediato nos preços do petróleo e do gás, além de possíveis atrasos em cadeias de suprimentos.

Especialistas afirmam que um bloqueio prolongado pode gerar efeitos globais, pressionando a inflação, aumentando custos de energia e gerando instabilidade nos mercados financeiros. Enquanto isso, países da região e potências internacionais monitoram o desenrolar do conflito, temendo que a crise no Estreito de Ormuz se transforme em um conflito mais amplo no Oriente Médio.

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