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Aiatolá Khamenei está vivo e em segurança após ataques dos EUA e Israel, diz chanceler do Irã

Abbas Araghchi diz que “quase todos os oficiais estão seguros e vivos” e que possíveis mortes de comandantes “não é um grande problema”

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, discursa durante uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em Teerã, Irã, em 25 de fevereiro de 2025. (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS )

247 - O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou neste sábado (28) que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, está vivo e que a maior parte das autoridades iranianas continuam ilesas após uma série de ataques militares coordenados pelos Estados Unidos e por Israel. A declaração foi amplamente repercutida por agências internacionais.

“Quase todos os oficiais estão seguros e vivos. Podemos ter perdido um ou dois comandantes, mas isso não é um grande problema,” afirmou Araghchi, reforçando que, mesmo diante da ofensiva, a maior parte dos oficiais está segura e viva.

Segundo Araghchi, além de Khamenei, outras figuras de destaque no governo iraniano, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian, também estão ilesas e “tudo está sob controle”, apesar das alegações de que o ataque teria atingido alvos de alto escalão em Teerã.


A fala do chanceler ocorre em meio a uma escalada significativa no Oriente Médio, após uma ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã que teria incluído bombardeios em locais ligados ao governo e às forças armadas do país. Autoridades israelenses relataram que os alvos incluíam o complexo onde reside o líder supremo e outras instalações estratégicas, embora a veracidade completa dessas informações não tenha sido confirmada de forma independente.

Araghchi também fez críticas à ação militar, classificando-a como “totalmente ilegal e ilegítima”, ao mesmo tempo em que destacou a capacidade de defesa do Irã sem a necessidade de apoio externo.

A situação, que se desenrola em meio a tensões já elevadas na região, reacende preocupações sobre as consequências de um confronto mais amplo que envolve potências globais, incluindo os Estados Unidos, cujo presidente atualmente é Donald Trump. O governo iraniano tem enfatizado a resiliência de seu sistema político e militar, mesmo diante de ataques significativos.

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