Irã denuncia agressões dos EUA e Israel: "crimes sem precedentes, mesmo comparados aos de Hitler"
Declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei
247 - O governo do Irã acusou os Estados Unidos e Israel de cometerem crimes de grande gravidade durante a atual escalada militar no Oriente Médio. Nesta segunda-feira (6), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que as agressões militares conduzidas por Washington e Tel Aviv resultaram em "crimes sem precedentes, mesmo comparados aos de Hitler". A declaração foi feita ao marcar o período de 38 dias desde o início da ofensiva contra o território iraniano, segundo a RT Brasil.
Baghaei também criticou a postura dos Estados Unidos nas negociações, afirmando que diálogos não podem ocorrer sob pressão. "Negociações são incompatíveis com ultimatos, crimes e ameaças de crimes de guerra", declarou o porta-voz. Segundo o governo iraniano, ataques recentes atingiram áreas civis e instituições de ensino.
Nas últimas 12 horas, seis crianças teriam sido assassinadas em bombardeios na província de Qom. O porta-voz afirmou ainda que a Universidade Sharif foi alvo de uma bomba antibunker, sendo a quinta instituição de ensino superior atingida no período de um mês.
Agressões dos EUA e Israel
As autoridades iranianas sustentam que os ataques a centros científicos, escolas e locais de pesquisa não possuem justificativa militar e refletem hostilidade contra o desenvolvimento do país. Teerã também voltou a advertir que poderá intensificar sua resposta caso as agressões continuem.
O país indicou que prepara ações "mais intensas e de maior alcance" e mencionou a possibilidade de mudanças estratégicas na região do Golfo Pérsico. Em paralelo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um novo prazo para que o Irã chegue a um acordo sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
Em mensagem, ele fixou o limite para terça-feira, às 20h no horário do leste dos EUA. O texto não detalha as condições do acordo. Autoridades iranianas responderam afirmando que o estreito "nunca mais será o que foi", especialmente para os Estados Unidos e Israel, e mencionaram a construção de uma "nova ordem" no Golfo Pérsico.
Segundo a Reuters, o Paquistão apresentou um plano para reduzir as hostilidades entre Estados Unidos e Irã, com a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz. Já o portal Axios informou no domingo (5) que representantes estadunidenses, do país persa e mediadores regionais discutem termos para uma possível trégua.


