Irã faz apelo ao mundo contra “barbárie e dominação”
Porta-voz da chancelaria afirmou que conflito decidirá o sentido de “bem” e “mal” para as próximas gerações
247 - O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, fez um apelo para que a comunidade internacional rejeite a “barbárie” e a “dominação”, ao afirmar que a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã decidirá o sentido de “bem” e “mal” para as próximas gerações, segundo informações da Al Jazeera.
Em uma longa declaração publicada na rede social X, Baqaei apresentou o conflito como uma disputa de alcance histórico e moral. Para o porta-voz iraniano, a guerra não se limita ao campo militar, mas envolve princípios que, em sua avaliação, dizem respeito ao futuro da humanidade.
“Esta é uma guerra entre mentirosos profissionais que fabricam justificativas para atrocidades e um povo orgulhoso que defende sua pátria e a dignidade humana confiando apenas em sua própria força e determinação”, escreveu o representante da chancelaria iraniana.
Baqaei também afirmou que o confronto opõe dois campos definidos por critérios éticos. “Esta é uma guerra entre aqueles cujas decisões são obscurecidas por compromissos morais e aqueles que agem com a consciência limpa”, declarou.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã sustentou ainda que o conflito terá consequências para valores considerados centrais na ordem internacional. Segundo ele, a guerra coloca em risco conquistas associadas à civilização contemporânea, como os direitos humanos, o Estado de direito e padrões básicos de moralidade.
“Esta é uma luta decisiva pelo futuro da humanidade. Ela decidirá se as conquistas arduamente alcançadas pela civilização — direitos humanos, Estado de direito e moralidade básica — sobreviverão ou serão varridas”, afirmou Baqaei.
A manifestação do diplomata iraniano reforça o tom de denúncia adotado por Teerã diante da guerra. Ao apresentar o confronto como uma disputa entre dominação e resistência, Baqaei procurou associar a defesa do Irã a uma causa mais ampla, vinculada à soberania nacional, à dignidade humana e à preservação de princípios internacionais.


