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Irã rejeita ultimato de Trump e ataca Haifa, no norte de Israel

Autoridades iranianas condenaram as últimas declarações de Trump como parte de um "jogo perigoso"

Irã tem mostrado capacidade de defesa (Foto: Tasnim)

247 - O Irã rejeitou mais um ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reabrir o Estreito de Ormuz e em paralelo fez um ataque com míssil contra a cidade israelense de Haifa que deixou mortos, feridos e desaparecidos.

De acordo com a emissora Al Jazeera, o governo iraniano se recusa a cumprir o prazo estabelecido por Trump, que havia determinado que o país deveria reabrir a estratégica rota marítima até terça-feira (7) ou enfrentaria ataques contra sua infraestrutura, incluindo usinas de energia e pontes. A decisão de Teerã sinaliza resistência à pressão americana.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais artérias do comércio global de energia, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial. A manutenção das restrições à navegação reforça o temor de impactos nos mercados internacionais e de agravamento da crise energética.

No mesmo contexto de tensão, um míssil iraniano atingiu um edifício residencial em Haifa, no norte de Israel. Segundo a Al Jazeera, ao menos duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas. Equipes de resgate seguem em busca de duas pessoas desaparecidas sob os escombros.

O ataque ocorre em meio à troca de ataques entre Irã, Israel e Estados Unidos, que vêm se intensificando desde o início da guerra. A escalada militar tem ampliado o número de vítimas civis e elevado a preocupação internacional com a possibilidade de um conflito de maiores proporções.

A recusa do Irã, que criticou o ultimato de Washington como um "jogo perigoso", indica as dificuldades dos EUA e Israel para vencer a guerra . 

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