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Israel “é uma maldição para a humanidade”, dispara ministro da Defesa do Paquistão

Khawaja Asif criticou o “genocídio” cometido por forças israelenses no Líbano, além de criticar a continuidade das operações militares na região

Khawaja Muhammad Asif (Foto: Salahuddin/Reuters)

247 - O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, afirmou que Israel “é uma maldição para a humanidade” ao comentar os conflitos no Oriente Médio, em meio a negociações entre Estados Unidos e Irã. A declaração ocorre em um cenário de escalada militar e tentativas de cessar-fogo, conforme informações divulgadas nesta quinta-feira (9) pela Al Jazeera. Forças israelenses lançaram 160 mísseis contra o território libanês em um intervalo de 10 minutos, nessa quarta (8). O ataque deixou mais de 300 mortos.

Khawaja Asif utilizou as redes sociais para acusar Israel de cometer “genocídio” no Líbano, além de criticar a continuidade das operações militares na região. As falas acontecem enquanto líderes internacionais discutem caminhos para reduzir a tensão.

O ministro paquistanês fez duras acusações contra o governo israelense. “Civis inocentes estão sendo mortos por Israel, primeiro Gaza, depois Irã e agora Líbano, o derramamento de sangue continua sem cessar”, afirmou.

As declarações ocorrem após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã. Um novo encontro entre representantes dos dois países está previsto para esta sexta-feira (10), quando devem discutir os próximos passos das negociações.

Em conjunto com Israel, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou ataques ao Irã a partir de 28 de fevereiro, sob a alegação de que Teerã buscava desenvolver armas nucleares. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que inspetores da ONU não encontraram evidências desse tipo de programa nuclear no país.

Em resposta às ofensivas, forças ligadas ao Irã atingiram alvos militares dos Estados Unidos e de Israel em diversos países do Oriente Médio, incluindo Bahrein, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o Irã não está em confronto com países do Golfo Pérsico, mas sim em embate direto com os Estados Unidos. Segundo ele, Washington conta com ao menos oito parceiros formais na região, entre eles Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Egito e Síria.

Do outro lado, o Irã mantém relações com aliados como o Paquistão, o Hezbollah, grupo sediado no Líbano, e o Iêmen. O cenário reforça a complexidade das alianças e amplia os riscos de escalada regional, mesmo diante das tentativas de negociação em curso.

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