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Jandira Feghali manifesta apoio e solidariedade ao povo libanês e critica agressões de Israel

Deputada federal defendeu reação da comunidade internacional e a inclusão do Líbano no acordo de cessar-fogo

Jandira Feghali (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados )

247 - A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) manifestou nesta quinta-feira (9) apoio e solidariedade ao povo libanês diante da escalada de violência no país decorrente das agressões israelenses. Em publicação nas redes sociais, ela relatou preocupação com a situação e cobrou uma reação internacional diante dos ataques executados em meio ao acordo de cessar-fogo entre Irã e EUA anunciado nesta terça-feira (7).

"Sou filha de libanês, tenho família lá e estou bastante angustiada e apreensiva", afirmou a parlamentar. Na mesma mensagem, ela declarou "toda solidariedade ao povo libanês" e criticou a intensificação do conflito na região.

Jandira Feghali também defendeu uma atuação mais incisiva da comunidade internacional. Segundo ela, "a escalada da violência injustificada só terá fim se a comunidade internacional se manifestar com força contra os senhores da guerra".

A deputada destacou a necessidade de um acordo mais amplo para interromper os confrontos. "O cessar-fogo deve incluir o Líbano ou não passa de discurso vazio", disse, acrescentando que a situação tem impacto direto sobre civis e território.

Na publicação, ela também fez críticas mais amplas ao cenário do conflito. "Chega de genocídio impune. Chega de impor uma vida de medo a outros povos por interesses econômicos e de poder", afirmou. Por fim, defendeu articulação política no Brasil: "É preciso criar uma frente suprapartidária e humanista no Brasil".


Contexto do conflito

Segundo a rede Al Jazeera, ao menos 254 pessoas morreram e 1.165 ficaram feridas em ataques israelenses contra o Líbano em um único dia. Diante da situação, o governo libanês decretou luto nacional e intensificou esforços diplomáticos para conter a escalada militar.

O acordo de cessar-fogo anunciado entre Washington e Teerã nesta terça-feira (7) tornou-se alvo de divergências. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Líbano não está incluído no entendimento. A posição foi reforçada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que declarou: "Nunca fizemos essa promessa".

Em sentido oposto, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador, sustenta que a trégua também abrange o território libanês. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os "termos são claros" e alertou que os Estados Unidos precisam optar entre um cessar-fogo ou "uma guerra contínua por meio de Israel".

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