Le Monde, da França, expõe preocupação com possível corte de fornecimento de gás russo
Jornal francês cita o corte no fornecimento para Bulgária e Polônia e diz que, apesar de forte, o impacto na França seria menor do que em os outros países
247 - Um dos principais jornais da França, o Le Monde destacou em sua capa nesta quarta-feira (27) preocupação com o possível corte de fornecimento de gás russo ao país.
A empresa russa de gás Gazprom informou que cortará completamente o fornecimento de gás natural para a Bulgária e Polônia, depois de os dois países se recusarem a realizar os pagamentos em rublos.
"Como a França reagiria sem o gás russo, caso as torneiras fossem fechadas pelo Kremlin?", questiona o Le Monde, citando que a França teria mais alternativas que Bulgária e Polônia. De acordo com o periódico, o gás fornecido à França parte principalmente da Noruega (36%). A Rússia é a segunda principal fornecedora (17%), seguida por Argélia (8%) e Holanda ou Nigéria (7,5%).
O jornal destaca também que a França não é tão dependente da energia oriunda do gás quanto a Alemanha ou Itália.
Apesar dos atenuantes, o Le Monde destaca: "uma vez que a rede de gás está interligada, o problema continua a ser transfronteiriço". O jornal traz ainda uma declaração da diretora-gerente da empresa francesa Engie, Catherine MacGregor, em entrevista ao Les Echos em 7 de março. Sem o gás russo, ela diz, "entraríamos em um novo mundo para a energia, sob o efeito de um choque físico e um choque de preços sem precedentes".
O jornal francês informa também que "várias soluções estão sendo estudadas, na França e em outros lugares, para começar a reduzir a ultradependência do continente [europeu] em relação às entregas de hidrocarbonetos russos": diversificação de suprimentos, redução voluntária de consumo, otimização de estoques e compras em grupo.
Ao mesmo tempo em que as sanções contra a Rússia pela guerra na Ucrânia apertam a economia russa, a resposta do país atinge em cheio o funcionamento e abastecimento da Europa.
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