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Mais de 300 jornalistas foram assassinados em Gaza desde outubro de 2023, diz ONU

Balanço da ONU é divulgado no marco do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Pessoas em luto comparecem ao funeral, em 3 de novembro de 2023, do jornalista palestino Mohammed Abu Hatab, que foi morto em um ataque israelense no sul da Faixa de Gaza (Foto: Reuters/Mohammed Salem)

247 – O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, alertou para a violência contra jornalistas. Segundo o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, a liberdade de imprensa está pagando um alto preço.

“Meu escritório verificou o assassinato de quase 300 jornalistas desde outubro de 2023, e muitos outros ficaram feridos”, lamentou Volker Türk, em referência à situação na Faixa de Gaza.

O balanço da ONU foi divulgado no marco do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado neste domingo (3).

Já são 14 mortos neste ano ao redor do mundo, e há uma impunidade massiva: apenas um em cada dez assassinatos leva à responsabilização, de acordo com o relatório.

Essa tendência se verifica especialmente em zonas de conflito, como o Líbano, que se tornou neste ano “o país mais mortal para os profissionais da mídia”.

Em escala global, cerca de 330 jornalistas encontram-se atualmente detidos, aos quais se somam 500 jornalistas cidadãos e blogueiros defensores dos direitos humanos, diz o relatório.

De forma mais ampla, as tentativas de silenciar o jornalismo independente se diversificam, com restrições de acesso, cortes de internet e apagões midiáticos, por vezes com a cumplicidade de poderes políticos e econômicos, em prejuízo da democracia, segundo a ONU.

A essas tendências soma-se uma pressão econômica sem precedentes: em quase um terço dos países, o fechamento de veículos e as demissões também são utilizados para silenciar vozes críticas, aponta o relatório.

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