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Minneapolis entra na Justiça para barrar operação de Trump contra imigrantes

Prefeito Jacob Frey reage a ação de agentes federais que matou enfermeiro durante manifestações na cidade

Minneapolis Mayor Jacob Frey speaks during a press conference following the fatal shooting of Renee Nicole Good by a U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) agent in Minneapolis, Minnesota, U.S., January 9, 2026. REUTERS/Tyrone Siu (Foto: Tyrone Siu)

247 - A prefeitura de Minneapolis anunciou que vai ingressar na Justiça com um pedido de liminar para suspender as operações federais de imigração na cidade. A informação foi divulgada pelo prefeito Jacob Frey em coletiva de imprensa neste sábado (24), em meio à escalada de tensão provocada pela morte de um morador durante protestos contra a presença de agentes federais.

Segundo Frey, a decisão ocorre após Alex Pretti, de 37 anos, ter sido baleado e morto por agentes federais durante manifestações em Minneapolis. Pretti trabalhava como enfermeiro em um Centro Médico para veteranos de guerra. De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS), ele carregava uma arma no momento da abordagem. A polícia da cidade confirmou que Pretti possuía autorização legal para porte de arma, exigida pelo estado de Minnesota.

Em sua fala à imprensa, o prefeito destacou o esgotamento das forças de segurança locais diante da crise. “Nossos policiais estão cansados”, afirmou Jacob Frey. Ele acrescentou que, após o episódio, será impossível avançar sem apoio externo: “seguir em frente será impossível sem assistência tanto de jurisdições de ajuda mútua quanto do pedido ao governador para a Guarda Nacional”.

O episódio se insere em um contexto de disputa judicial mais ampla. No início deste mês, o estado de Minnesota e as chamadas Cidades Gêmeas — Minneapolis e St. Paul — entraram com um processo contra o governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Na ação, as autoridades locais classificam a operação federal de imigração como uma “invasão federal” sem precedentes e pedem uma ordem judicial para interromper a repressão.

A situação social na cidade se agravou nas últimas semanas. Antes da morte de Alex Pretti, Minneapolis já vivia protestos quase diários após a americana Renee Nicole Good, também de 37 anos, ter sido morta a tiros por um agente do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos. As manifestações têm como foco a rejeição à presença ostensiva de agentes federais de imigração na cidade.

O governador de Minnesota, Tim Walz, afirmou que conversou diretamente com a Casa Branca sobre o caso mais recente e fez duras críticas à operação federal. Ele descreveu a morte de Pretti como “repugnante” e pediu o encerramento imediato da ação. “Acabei de falar com a Casa Branca após outro tiroteio horrível por agentes federais. Minnesota já teve o suficiente. Isso é repugnante”, declarou Walz.

O governador também direcionou críticas diretas ao presidente dos Estados Unidos. “O presidente [Trump] deve encerrar essa operação. Retire os milhares de oficiais violentos e não treinados de Minnesota. Agora”, afirmou.

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