No G20, Bolsonaro diz que críticas internacionais sobre meio ambiente são 'ataques injustificados'

Sob a gestão Bolsonaro, o Brasil viu o Pantanal diminuir em meio às chamas e assistiu à Amazônia sendo consumida pelo fogo e desmatamento como poucas vezes se observou na história brasileira

Jair Bolsonaro /  Amazônia em crise
Jair Bolsonaro / Amazônia em crise (Foto: Agência Brasil)
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247 - Em novo discurso no G20 na manhã deste domingo (22), Jair Bolsonaro afirmou que as críticas internacionais que seu governo recebe acerca da precariedade na preservação do meio ambiente são "ataques injustificados proferidos por nações menos competitivas e menos sustentáveis".

O que Bolsonaro não disse, porém, é que durante sua gestão, a Amazônia registrou o segundo maior índice de desmatamento para agosto da história em 2020, perdendo apenas para agosto de 2019, por exemplo. Bolsonaro também não comentou que o desmatamento da Amazônia cresceu 34,5% durante seu governo, o maior índice em cinco anos. Bom lembrar ainda que em outubro de 2020 26% do Pantanal já havia sido queimado.

Ele afirmou que a produção agrícola brasileira é fruto da incorporação de ganhos tecnológicos em eficiência e produtividade ao longo de anos, o que permite que o País exporte um "volume imenso de produtos agrícolas e pecuários sustentáveis e de qualidade".

Bolsonaro falou ainda que o País trabalhará para repelir o que chamou de "ataques" de países que não seriam, segundo ele, tão competitivos quanto o Brasil. Vale ressaltar que o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, já disse em certa ocasião que tomaria as 'medidas necessárias' para proteger a Amazônia de Bolsonaro.

"Ressalto que essa verdadeira revolução agrícola no Brasil foi realizada utilizando apenas 8% de nossas terras. Por isso, mais de 60% de nosso território ainda se encontra preservado com vegetação nativa. Tenho orgulho de apresentar esses números e reafirmar que trabalharemos sempre para manter esse elevado nível de preservação, bem como para repelir ataques injustificados proferidos por nações menos competitivas e menos sustentáveis", falou o chefe do Executivo brasileiro.

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