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ONU cobra investigação sobre mortes de migrantes sob custódia nos EUA

Alto comissário Volker Türk pede responsabilização por mortes de migrantes nos EUA e critica opacidade em centros de detenção

Volker Turk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Foto: Denis Balibouse/Reuters)
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247 - A Organização das Nações Unidas cobrou uma investigação completa sobre mortes de migrantes sob custódia de autoridades dos Estados Unidos, em meio a críticas à falta de transparência nos centros de detenção. Segundo a teleSUR, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, manifestou preocupação com os casos registrados durante o governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos.

Türk afirmou que as políticas migratórias adotadas pelos Estados Unidos têm sido marcadas por opacidade nos processos de detenção e na administração dos locais onde migrantes são mantidos. O representante do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) defendeu que os casos sejam investigados de forma rigorosa e que eventuais violações sejam punidas.

“Os responsáveis pelas violações da lei devem ser responsabilizados, e os direitos das famílias das vítimas à verdade, à justiça e a reparações adequadas devem ser garantidos para que tais incidentes não se repitam”, declarou Türk.

A preocupação da ONU se intensificou diante do aumento de mortes em centros de custódia. Segundo os dados mencionados pelo comissário, 19 mortes foram registradas neste ano, em um contexto descrito como de baixa transparência. O número se soma a 33 mortes no ano passado e 11 em 2024.

O tema ganhou ainda mais repercussão após publicações de Donald Trump em redes sociais, nas quais o atual presidente dos Estados Unidos afirmou que seu governo havia alcançado a “maior média diária de prisões realizadas pelo ICE e CBP”. A declaração foi interpretada por críticos como sinal de uma escalada na ofensiva contra migrantes, em comparação com administrações anteriores.

As políticas migratórias do governo Trump incluem a ampliação de centros de detenção públicos e privados, dentro de uma estratégia voltada à realização da maior deportação em massa da história dos Estados Unidos. O modelo tem sido alvo de críticas de organismos internacionais e entidades de direitos humanos.

Türk também citou um relatório de uma organização de direitos humanos que documentou a morte de 52 pessoas sob custódia durante o segundo mandato de Trump. As vítimas tinham entre 19 e 75 anos e pertenciam a 20 nacionalidades diferentes.

Em sua declaração mais recente, o alto comissário demonstrou preocupação especial com denúncias de uso excessivo da força e confinamento solitário. Segundo ele, cinco mortes registradas em 2026 foram classificadas como suicídios após longos períodos de isolamento, em alguns casos de até 16 dias.

O representante da ONU também lembrou que, no início deste ano, já havia denunciado perseguições violentas contra migrantes em espaços públicos e privados. Entre os locais mencionados estão hospitais, igrejas, mesquitas, tribunais, mercados, escolas e residências, o que, segundo ele, reforça a gravidade da situação enfrentada por comunidades migrantes nos Estados Unidos.

A cobrança da ONU amplia a pressão internacional sobre Washington e coloca novamente em debate a situação dos migrantes detidos no país, especialmente diante das denúncias de violações de direitos humanos, falta de transparência e mortes sob custódia estatal.

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