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OpenAI, dona do chatGPT, confirma cooperação com o Pentágono

Sam Altman informa em memorando interno que empresa negocia uso de IA em ambientes sigilosos com o Departamento de Guerra dos EUA

Sam Altman (Foto: Reuters)

247 – A OpenAI, dona do ChatGPT, confirmou que está cooperando com o Pentágono em meio ao impasse envolvendo a rival Anthropic e o uso de inteligência artificial no campo de batalha. Em memorando enviado aos funcionários na noite de quinta-feira, o CEO Sam Altman afirmou que a empresa trabalha com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos para avaliar o uso de seus modelos em ambientes classificados, preservando os mecanismos de segurança adotados pela companhia.

As informações foram publicadas pelo jornal The Wall Street Journal na sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, com base no conteúdo do comunicado interno de Altman, que abordou diretamente o confronto entre a Anthropic e o governo norte-americano sobre aplicações militares de IA.

Segundo o memorando, a OpenAI está “trabalhando com o Departamento de Defesa” — hoje denominado Departamento de Guerra — para verificar se seus modelos podem ser utilizados em ambientes classificados “de uma forma que mantenha os mesmos guarda-corpos de segurança”. Altman destacou que esses mecanismos são os mesmos que levaram a Anthropic a um impasse com o governo.

O CEO também afirmou que espera que a OpenAI encontre uma solução que possa funcionar “para o resto da indústria”, indicando que a negociação pode estabelecer parâmetros mais amplos para empresas de inteligência artificial que venham a firmar contratos com estruturas militares.

Impasse com a Anthropic

O pano de fundo da movimentação é o bloqueio nas negociações entre a Anthropic e o governo dos Estados Unidos sobre o uso de IA no campo de batalha. A controvérsia envolve as condições técnicas e éticas para que modelos avançados sejam empregados em contextos militares, especialmente em operações sob sigilo.

A questão central é como compatibilizar exigências operacionais — que frequentemente demandam acesso a informações sensíveis e integração a sistemas estratégicos — com políticas corporativas de segurança destinadas a limitar riscos e evitar usos considerados perigosos.

Uso classificado e limites de segurança

Ao mencionar a manutenção dos “guarda-corpos” de segurança, Altman sinaliza que a OpenAI tenta estruturar um modelo de cooperação que preserve filtros, restrições e controles internos mesmo em ambientes classificados.

Ambientes desse tipo são particularmente sensíveis porque reduzem a transparência pública sobre o funcionamento dos sistemas e sobre eventuais falhas ou abusos. Ao mesmo tempo, são justamente nesses contextos que decisões podem ter impactos mais graves.

A iniciativa da OpenAI coloca a empresa no centro de um debate estratégico sobre o papel da inteligência artificial em operações militares. Mais do que um contrato específico, a negociação pode influenciar padrões para todo o setor, definindo até que ponto empresas privadas conseguem impor limites técnicos quando a tecnologia passa a integrar estruturas de guerra e segurança nacional.

A disputa em curso evidencia que o avanço da IA já ultrapassou o campo comercial e entrou definitivamente na esfera geopolítica, onde decisões tecnológicas passam a ter implicações diretas para defesa, poder estatal e equilíbrio internacional.

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