Porta-aviões dos EUA deixa zona de guerra contra o Irã após incêndio a bordo
USS Gerald R. Ford fará parada técnica na Grécia após incidente que deixou quase 200 marinheiros feridos por fumaça
247 - O porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford, atualmente mobilizado nas operações militares contra o Irã, deverá se deslocar temporariamente para um porto após um incêndio registrado a bordo. A decisão ocorre no 18º dia do conflito envolvendo forças dos Estados Unidos e Teerã, segundo informações divulgadas por autoridades militares.
De acordo com a agência Reuters, o navio — considerado o mais moderno e maior porta-aviões do mundo — segue atualmente no Mar Vermelho e deverá atracar na Baía de Souda, na ilha de Creta, na Grécia. A duração da parada ainda não foi informada oficialmente.
O incêndio teve início na lavanderia principal do navio e levou horas para ser controlado. Segundo autoridades norte-americanas, cerca de 200 marinheiros receberam atendimento médico por inalação de fumaça, enquanto aproximadamente 100 beliches foram afetados pelas chamas. Um militar precisou ser retirado da embarcação por helicóptero devido à gravidade dos ferimentos.
Apesar do incidente, os militares dos Estados Unidos afirmaram que não houve danos ao sistema de propulsão do porta-aviões, garantindo que a embarcação permanece operacional.
O USS Gerald R. Ford conta com mais de 5 mil tripulantes e transporta mais de 75 aeronaves militares, incluindo caças F-18 Super Hornet. O navio também possui sistemas avançados de radar capazes de coordenar operações aéreas e navegação.
A embarcação integra um grupo naval robusto, acompanhado por outros navios de guerra equipados com sistemas de defesa aérea, ataque de superfície e combate antissubmarino. Entre eles estão o cruzador Normandy, da classe Ticonderoga, e destróieres da classe Arleigh Burke, como Thomas Hudner, Ramage, Carney e Roosevelt.
Antes de ser enviado ao Oriente Médio, o porta-aviões já acumulava cerca de nove meses de missão, incluindo operações no Caribe, onde participou de ações envolvendo a Venezuela. A longa permanência em serviço levantou preocupações sobre o moral da tripulação e a capacidade operacional do navio.
Desde o início das operações militares contra o Irã, em 28 de fevereiro, os Estados Unidos afirmam ter realizado ataques contra mais de 7 mil alvos na região.
