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Presidente do Líbano exige retirada total de Israel

Aoun defende negociação com base no direito internacional e nas resoluções da ONU

Joseph Aoun (Foto: REUTERS/Mohamed Azakir)
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247 - O presidente do Líbano, Joseph Aoun, exigiu a retirada total de Israel do sul do país e afirmou que Beirute busca uma solução por meio de negociações baseadas no direito internacional e nas resoluções da ONU.

Em mensagem divulgada por ocasião do Dia da Resistência e da Libertação, segundo a Prensa Latina, Aoun afirmou que o Líbano atravessa um período difícil diante da persistência da agressão israelense e da presença de tropas israelenses em áreas do sul do território libanês.

Defesa da soberania libanesa

O presidente libanês declarou que o país trabalha para alcançar a retirada israelense por meios pacíficos e por negociações amparadas nas normas internacionais. Aoun também ressaltou que a via diplomática não deve ser interpretada como sinal de fraqueza.

“A opção de negociação não representa uma concessão ou uma rendição”, afirmou Aoun.

Na mesma mensagem, o presidente insistiu no direito soberano do Líbano de proteger seu território e de exercer plenamente sua autoridade por meio do Exército Libanês e das forças de segurança legalmente constituídas.

Crítica à violação da resolução 1701

Aoun também denunciou as ações israelenses como uma violação flagrante da resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada após a guerra de 2006 entre Israel e o Hezbollah.

A resolução é citada por Beirute como um marco fundamental para a estabilidade na região fronteiriça. Para o governo libanês, a permanência de forças israelenses no sul do país contraria o conteúdo do texto aprovado pelas Nações Unidas e compromete a soberania nacional.

Tensão na fronteira sul

As declarações ocorrem em um cenário de crescente tensão na fronteira sul do Líbano. Mesmo após o frágil cessar-fogo anunciado em 17 de abril e prorrogado até o início de julho, as trocas de tiros continuam na região.

De acordo com autoridades de saúde libanesas, mais de 3.150 pessoas morreram e outras 9.500 ficaram feridas desde a retomada dos ataques israelenses em 2 de março. O agravamento da situação elevou a pressão sobre o governo libanês para reforçar sua posição diplomática e militar diante da presença israelense no sul.

Três condições para a negociação

Aoun afirmou que qualquer processo de negociação deve se apoiar em três princípios fundamentais. O primeiro é a cessação das agressões. O segundo é a retirada israelense das áreas ocupadas no sul do Líbano. O terceiro é o destacamento do Exército Libanês ao longo da fronteira sul.

Ao defender esses pontos, o presidente libanês buscou reafirmar que a saída negociada proposta por Beirute não significa abdicação de direitos nacionais. A posição do governo, segundo a mensagem presidencial, é combinar pressão diplomática, base legal internacional e fortalecimento da autoridade do Estado sobre todo o território libanês.

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