Primeiro-ministro do Canadá viaja à China para reforçar relações estratégicas
Visita de Mark Carney a Pequim ocorre em meio a disputas globais e busca ampliar cooperação comercial e política com o governo chinês
247 - O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, iniciou uma viagem oficial à China com o objetivo de aprofundar o diálogo político e fortalecer as relações econômicas entre os dois países. A ida a Pequim ocorre em um momento de reacomodação das alianças globais, marcado por tensões comerciais, disputas tecnológicas e esforços de grandes economias para diversificar parcerias internacionais.Ainda na partida, Carney explicou o sentido estratégico da agenda. “Estou viajando a Pequim. A China é o nosso segundo maior parceiro comercial e a segunda maior economia do mundo. Uma relação pragmática e construtiva entre as nossas nações criará maior estabilidade, segurança e prosperidade em ambos os lados do Pacífico”, afirmou o primeiro-ministro.
A visita busca recolocar o diálogo bilateral em bases mais previsíveis, após anos de oscilações diplomáticas entre Ottawa e Pequim. A China ocupa posição central no comércio exterior canadense, especialmente em setores como agricultura, energia, mineração e produtos industriais, ao mesmo tempo em que o Canadá é visto por autoridades chinesas como um parceiro relevante no acesso a mercados e tecnologias do Ocidente.
No plano político, a viagem acontece em um cenário internacional marcado pela crescente rivalidade entre Estados Unidos e China, o que tem pressionado países aliados de Washington a redefinir estratégias externas. Para o Canadá, o desafio tem sido equilibrar compromissos históricos com parceiros tradicionais e a necessidade de manter canais abertos com a maior economia da Ásia.
Além das questões comerciais, a agenda em Pequim deve abordar temas como estabilidade geopolítica no Indo-Pacífico, cadeias globais de suprimentos, cooperação climática e segurança energética. O governo canadense sinaliza que a aposta é em uma diplomacia pragmática, capaz de reduzir riscos e ampliar oportunidades econômicas sem romper com seus alinhamentos estratégicos mais amplos.
A viagem de Mark Carney à China reflete um movimento mais amplo de reposicionamento do Canadá no tabuleiro internacional, em busca de maior previsibilidade nas relações externas e de um papel ativo em um sistema global cada vez mais multipolar.


