Restos mortais do último israelense em Gaza são recuperados, diz Exército
Identificação de Ran Gvili conclui etapa do cessar-fogo e abre caminho para reabertura limitada da passagem de Rafah
247 - O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira (26) a recuperação dos restos mortais de Ran Gvili, apontado como o último israelense mantido na Faixa de Gaza. Segundo as autoridades militares, a conclusão do processo de identificação permite avançar para a próxima fase do acordo de cessar-fogo firmado em outubro, que prevê medidas graduais para encerrar a guerra entre Israel e Palestina. A informação foi divulgada em caráter preliminar pelas forças israelenses, ao fim de uma operação de busca e perícia, segundo a Al Jazeera.
De acordo com o porta-voz do Exército israelense, Avichay Adraee, a confirmação ocorreu após exames conduzidos pelo Centro Nacional de Medicina Forense, em cooperação com a Polícia de Israel e o Rabinato Militar. “Após a conclusão do processo de identificação pelo Centro Nacional de Medicina Forense, em cooperação com a Polícia de Israel e o Rabinato Militar, representantes [do Exército] informaram a família do falecido Ran Gvili de que seu corpo foi devolvido para sepultamento”, declarou Adraee, ao comunicar oficialmente a família sobre o retorno do corpo.
Na mesma declaração, o porta-voz afirmou que a recuperação encerra o capítulo dos reféns israelenses em Gaza. “Assim, todos os reféns mantidos na Faixa de Gaza foram repatriados”, disse Adraee, reforçando que não há mais israelenses sob custódia no território palestino, segundo a versão oficial de Tel Aviv.
O anúncio ocorre após o braço militar do Hamas informar que havia repassado "todos os detalhes" aos mediadores da trégua sobre a possível localização do corpo do último cativo. A devolução estava prevista nos termos do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e era considerada condição essencial para a implementação de etapas seguintes do acordo.
Antes da confirmação, o governo israelense havia condicionado a reabertura da passagem de Rafah, que liga Gaza ao Egito, à localização do último cativo. Mesmo com a recuperação dos restos mortais, Israel mantém a posição de que o posto fronteiriço será reaberto de forma restrita, “em base limitada”, exclusivamente para a circulação de pessoas, sem autorização para o fluxo regular de mercadorias.


