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Rússia contesta Rubio sobre acordo entre Trump e Putin no Alasca

Rússia contesta Rubio e afirma que propostas dos EUA para a Ucrânia foram aceitas por Moscou em cúpula entre Trump e Putin

Vladimir Putin e Donald Trump (Foto: Sputnik/Pool via REUTERS/Foto de arquivo/Alex Brandon/Pool via REUTERS)
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247 - A Rússia contestou declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre a cúpula realizada no Alasca entre o presidente russo, Vladimir Putin, e Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Segundo Moscou, as propostas americanas para uma possível solução do conflito na Ucrânia foram discutidas e aceitas pelo lado russo durante o encontro.

As informações foram divulgadas originalmente pela RT Brasil. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou na sexta-feira (26) que as declarações de Rubio geraram dúvidas e que, por isso, seria necessário “esclarecer a situação” a partir da visão do governo russo.

A controvérsia surgiu após Rubio afirmar que, na reunião entre Putin e Trump, realizada em agosto de 2025, teria sido apresentada apenas uma proposta para a solução do conflito ucraniano, sem que qualquer acordo tivesse sido alcançado. Lavrov rejeitou essa interpretação e afirmou que as tratativas feitas antes e durante a cúpula demonstram o contrário.

De acordo com o chanceler russo, poucos dias antes do encontro no Alasca, o enviado presidencial americano Steve Witkoff esteve em Moscou levando propostas de Trump para a crise ucraniana. Lavrov disse que Moscou analisou o conteúdo apresentado e que Putin se comprometeu a dar uma resposta durante a reunião com o presidente americano.

“Nós as levamos em consideração. O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu dar sua opinião no encontro no Alasca”, afirmou Lavrov.

Segundo o ministro russo, durante a reunião em Anchorage, Putin passou a enumerar ponto por ponto as propostas levadas anteriormente por Witkoff a Moscou. O enviado americano, que também participou do encontro, teria confirmado que o presidente russo havia identificado corretamente cada uma das ideias apresentadas pelos Estados Unidos.

Lavrov afirmou que, se uma parte apresenta uma proposta e a outra expressa concordância, negar a existência de um entendimento seria uma interpretação inadequada do processo diplomático.

“Portanto, quando meu colega M. Rubio afirma que no Alasca houve apenas propostas, mas nenhum acordo, tenho dúvidas sobre o que entendemos por acordo. Se uma das partes, neste caso os Estados Unidos, apresentou suas propostas para uma solução para essa crise, e a outra parte expressou sua concordância com essas propostas, então afirmar que não houve acordo é bastante deselegante”, declarou.

O chefe da diplomacia russa também chamou atenção para o que classificou como contradições nas falas recentes de Rubio. Em uma declaração, o secretário de Estado afirmou que Washington estaria disposto a “assumir um papel construtivo” na resolução do conflito ucraniano, caso houvesse oportunidade. Para Lavrov, essa posição reforçaria a existência de propostas americanas debatidas no Alasca.

Ao mesmo tempo, Rubio declarou em discurso no Congresso dos Estados Unidos que Washington não poderia atuar como mediador por apoiar a Ucrânia. Lavrov disse que as duas posições precisam ser explicadas, já que a tentativa de “aproximar as partes” teria características de mediação.

“Tudo isso pode ser considerado uma confirmação de que houve propostas dos EUA no Alasca que aceitamos. Mas a citação que acabei de ler levanta uma questão de outra perspectiva”, observou Lavrov.

O chanceler russo insistiu que, independentemente das interpretações feitas por autoridades americanas, Moscou considera que houve discussão concreta das propostas dos Estados Unidos durante a cúpula.

“Quando se manifesta interesse em que os EUA desempenhem um papel construtivo e aproximem as partes, isso já soa como uma proposta de mediação. Claro que toda essa situação precisa ser esclarecida. Mas um fato é um fato: as propostas dos EUA foram discutidas no Alasca e aceitas pelo lado russo”, enfatizou.

A cúpula entre Putin e Trump ocorreu em 15 de agosto de 2025, na Base Conjunta Elmendorf-Richardson, em Anchorage, no Alasca. O encontro foi tratado como um momento de alto peso diplomático em meio às negociações sobre a guerra na Ucrânia.

Três dias depois, em 18 de agosto de 2025, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky esteve em Washington acompanhado por sete líderes europeus para uma reunião com Trump na Casa Branca. Participaram do encontro a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o secretário-geral da Otan, Mark Rutte; o presidente da França, Emmanuel Macron; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb.

As declarações de Lavrov ampliam a disputa narrativa entre Moscou e Washington sobre o alcance das negociações no Alasca e sobre o papel que os Est