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Rússia diz que sanções ocidentais fracassaram

Diplomata russo afirma que Rússia resistiu à pressão financeira do Ocidente e cita Belarus, Irã, Cuba e China como alvos de medidas coercitivas

Alexander Trofimov, diplomata russo (Foto: Chancelaria russa )
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247 - A Rússia diz que sanções ocidentais fracassaram contra Moscou e não conseguiram atingir o objetivo de enfraquecer o país financeira e economicamente. A avaliação foi feita pelo embaixador itinerante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Trofimov, em entrevista à agência TASS, à margem de um diálogo de especialistas do Clube Internacional de Debates Valdai, em Kaliningrado.

Segundo a TASS, Trofimov afirmou que Moscou conseguiu resistir à pressão imposta pelo Ocidente por meio de sanções, apoiada por ações coordenadas do governo russo, da sociedade e do setor empresarial. O diplomata reconheceu que as restrições tiveram efeitos sobre o país, mas sustentou que os adversários da Rússia não alcançaram os resultados políticos e econômicos pretendidos.

“Resistimos à ofensiva econômica impulsionada pelas sanções graças aos esforços consistentes do governo russo, da sociedade e da comunidade empresarial. As tentativas de estrangular a Rússia financeira e economicamente foram e continuarão sendo malsucedidas”, declarou Trofimov.

O diplomata acrescentou que as medidas adotadas contra Moscou provocaram dificuldades, mas não foram capazes de forçar o país a mudar sua orientação política. “É claro que não se pode dizer que essas medidas não tiveram absolutamente nenhum impacto ou que não causaram sofrimento. No entanto, o fato é que nossos oponentes e inimigos não alcançaram seus objetivos por meio delas”, afirmou.

Na avaliação de Trofimov, as sanções fazem parte de uma estratégia mais ampla do Ocidente para pressionar países considerados rivais geopolíticos. Ele classificou essas medidas como instrumentos coercitivos unilaterais, usados para tentar impor concessões políticas e condicionar decisões soberanas de outros Estados.

“No caso da Rússia, trata-se de uma tentativa de nos forçar a submeter, a fazer concessões políticas e a cumprir as condições e a ordem que foram impostas – e continuam a ser impostas – pelo Ocidente”, disse o representante do Ministério das Relações Exteriores russo.

Trofimov afirmou ainda que, embora a Rússia esteja entre os países mais sancionados do mundo, não é o único alvo desse tipo de pressão. Ele mencionou Belarus, Irã, Cuba e China como exemplos de nações submetidas a diferentes formas de restrição econômica e financeira.

“A Rússia pode ser a campeã [em termos de sanções impostas], mas não estamos sozinhos. Considere Belarus ou o Irã, por exemplo. As sanções foram impostas a eles antes de serem impostas à Rússia. Não nos esqueçamos de Cuba, que está sob o jugo das sanções há muitas décadas. Há também a China, contra a qual a pressão tem aumentado constantemente”, afirmou.

Para o diplomata, o caso russo demonstraria os limites da política de sanções como ferramenta de coerção internacional. Ele sustentou que os cálculos ocidentais não se confirmaram diante da capacidade de resistência de Moscou e da adaptação de sua economia ao novo cenário externo.

As declarações ocorrem em meio à continuidade das restrições impostas por países ocidentais contra a Rússia, em um contexto de disputa geopolítica prolongada e de reconfiguração das relações econômicas internacionais.