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Sanders exige retirada imediata do ICE após assassinato de enfermeiro em Minneapolis: "Basta!"

Senador diz que Alexander Pretti foi a terceira pessoa baleada por agentes federais na cidade neste mês e ecoa indignação de Kamala Harris

O senador americano Bernie Sanders (I-VT) gesticula enquanto faz comentários sobre a redução dos custos da saúde, na Sala de Tratados Indianos do edifício do Gabinete Executivo Eisenhower, no complexo da Casa Branca em Washington, EUA, 3 de abril de 2024 (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

247 – O senador Bernie Sanders elevou o tom contra a presença de forças federais em Minneapolis após o assassinato de Alexander Pretti, enfermeiro de UTI do sistema de saúde de veteranos (VA), morto por agentes federais durante uma operação na cidade. Em uma postagem contundente, Sanders afirmou que o caso representa o terceiro tiroteio envolvendo agentes federais em Minneapolis neste mês e defendeu a retirada imediata do ICE e da Patrulha de Fronteira não apenas do estado de Minnesota, mas também de outras áreas urbanas do país.

Na publicação, Sanders foi direto ao classificar o episódio como assassinato e decretar o fim da tolerância com esse tipo de ação. Em tradução literal do texto, ele escreveu: “O assassinato do enfermeiro de UTI do VA Alexander Pretti é o terceiro tiroteio por agentes federais em Minneapolis neste mês. Chega.”

Em seguida, o senador apresentou uma exigência com caráter emergencial: “Todos os agentes federais — ICE e Patrulha de Fronteira — devem ser retirados imediatamente de Minneapolis e de outras cidades. Agora.”

A morte de Pretti e o avanço da crise política em Minnesota

O assassinato de Alexander Pretti desencadeou uma crise política e de segurança pública em Minneapolis, com protestos, cobranças por investigação independente e uma escalada de tensão entre autoridades locais e o governo federal. O caso ganhou repercussão nacional por envolver a morte de um cidadão americano em plena via pública durante uma ação federal, além da circulação de vídeos que impulsionaram a indignação popular.

A repercussão também se ampliou porque Pretti era descrito como um profissional da saúde ligado ao atendimento de veteranos, o que transformou o episódio em um símbolo ainda mais explosivo no debate sobre o uso da força e a militarização de operações em centros urbanos.

Sanders reforça denúncia e amplia o alvo: ICE e Patrulha de Fronteira

Ao citar que este seria o “terceiro tiroteio” no mês, Sanders sugere um padrão, e não um caso isolado. Sua mensagem deixa claro que, para ele, a presença federal deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a representar uma ameaça direta à vida de moradores e à segurança pública local.

Ao exigir a retirada do ICE e da Patrulha de Fronteira, o senador enquadra o episódio como parte de uma política federal agressiva, que teria ultrapassado limites, especialmente em operações conduzidas dentro de grandes cidades. A ordem “agora” reforça que Sanders quer produzir pressão imediata e pública, sem espaço para medidas graduais ou respostas burocráticas.

A convergência com a denúncia feita por Kamala Harris

A postagem de Sanders se conecta diretamente ao clima político instaurado desde a manifestação de Kamala Harris sobre o mesmo caso. Como já havia sido dito por Harris, o assassinato de Pretti passou a ser interpretado por setores importantes da política americana como consequência direta de uma presença federal descrita como violenta e desestabilizadora.

Kamala Harris declarou estar “enfurecida” e “de coração partido”, e afirmou que Pretti teria tentado proteger sua comunidade antes de ser morto por agentes federais. Ela também denunciou o que chamou de “ocupação assassina” de uma cidade americana pelo governo federal — expressão que elevou a denúncia a um patamar nacional e institucional.

A declaração de Sanders, ao chamar o caso de assassinato e afirmar que “chega”, consolida esse mesmo enquadramento: trata-se de uma crise em que a ação federal não aparece como solução de segurança, mas como fonte de violência e caos.

Um caso que expõe o choque entre segurança, direitos e poder federal

O assassinato de Alexander Pretti reúne elementos que alimentam a tensão social e política: vídeos em circulação, versões oficiais contestadas, mobilização de autoridades estaduais e uma disputa aberta entre lideranças locais e o governo do presidente Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos.

Ao exigir a retirada imediata do ICE e da Patrulha de Fronteira, Sanders coloca a crise de Minneapolis no centro de uma batalha maior: até onde o governo federal pode avançar em operações internas sem provocar ruptura política e social.

Com a indignação de figuras como Kamala Harris e Bernie Sanders, o caso deixa de ser apenas um episódio policial e passa a representar, para parte do establishment político, um sinal de que a escalada da repressão federal em áreas urbanas pode estar conduzindo o país a um cenário de instabilidade permanente.

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