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'Teremos acesso militar total à Groenlândia', afirma Trump

Presidente dos Estados Unidos afirma que acordo permitirá presença militar irrestrita na ilha estratégica do Ártico

Donald Trump (Foto: Reuters/Jonathan Ernst)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington está negociando um acordo que garantirá acesso militar total e irrestrito à Groenlândia, incluindo a possibilidade de instalar equipamentos e estruturas consideradas necessárias para a segurança nacional e internacional. A declaração reforça o interesse estratégico dos Estados Unidos na ilha do Ártico, relata a agência Sputnik.

Em entrevista à Fox Business, Donald Trump declarou de forma direta: “Vamos ter acesso total à Groenlândia. Vamos ter todo o acesso militar... Vamos poder colocar o que for necessário na Groenlândia porque queremos isso. Estamos falando de segurança nacional e de segurança internacional”. O presidente dos Estados Unidos também afirmou que, apesar das divergências atuais, as relações entre os Estados Unidos e a Europa continuam sendo positivas.

A Groenlândia é um território autônomo que integra o Reino da Dinamarca, mas possui ampla autonomia política e administrativa. Mesmo assim, Donald Trump tem reiterado o interesse dos Estados Unidos em assumir o controle da ilha, justificando a iniciativa pela relevância estratégica da região para a defesa norte-americana, especialmente no contexto do Ártico.

Autoridades dinamarquesas e groenlandesas reagiram às declarações do presidente dos Estados Unidos alertando Washington contra qualquer tentativa de aquisição ou controle forçado do território. Os governos locais reforçaram que a soberania da Groenlândia deve ser respeitada e destacaram a importância da integridade territorial compartilhada entre a ilha e a Dinamarca.

Donald Trump tem insistido publicamente na ideia de incorporar a Groenlândia aos Estados Unidos, apresentando o movimento como essencial para a segurança nacional e para a defesa do que chama de “mundo livre”, sobretudo diante da presença crescente da China e da Rússia no Ártico. As autoridades da Dinamarca e da Groenlândia, por sua vez, mantêm uma posição firme de rejeição a qualquer iniciativa que viole sua soberania.

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