Trump ameaça Cuba após fim do envio de petróleo venezuelano: "antes que seja tarde demais"
Trump tem voltado sua atenção para Cuba desde a operação militar americana realizada em 3 de janeiro
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez neste domingo (11) uma advertência direta ao governo de Cuba, afirmando que o país deve “fazer um acordo, antes que seja tarde demais”, sob a ameaça de sofrer consequências políticas e econômicas. A declaração ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Washington e Havana após o fim do envio de petróleo e recursos financeiros da Venezuela à ilha caribenha. As informações são da BBC.
Trump tem voltado sua atenção para Cuba desde a operação militar americana realizada em 3 de janeiro, que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas. A Venezuela é uma aliada histórica de Cuba e, segundo estimativas, fornecia cerca de 35 mil barris de petróleo por dia ao país.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que esse fluxo será interrompido. “Cuba viveu, por muitos anos, de grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu ‘serviços de segurança’ para os dois últimos ditadores venezuelanos, MAS ISSO ACABOU!”, escreveu o presidente americano.
Na mesma mensagem, Trump reforçou o tom de ameaça ao afirmar: “NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO OU DINHEIRO INDO PARA CUBA – ZERO! Sugiro fortemente que façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.” O presidente não detalhou quais seriam os termos desse possível acordo nem quais medidas poderiam ser adotadas caso o governo cubano não aceite negociar.
Trump também voltou a mencionar a operação militar realizada em Caracas, que resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, ambos acusados de tráfico de drogas e outros crimes na Justiça americana. Segundo o presidente dos EUA, Cuba fornecia segurança pessoal a Maduro, papel que, na visão de Washington, deixou de existir após a intervenção.
O governo cubano afirmou que 32 cidadãos do país morreram durante a ofensiva americana na capital venezuelana. Trump, ao comentar o episódio, declarou: “A maioria desses cubanos está MORTA por causa do ataque dos EUA na semana passada, e a Venezuela não precisa mais de proteção dos bandidos e extorsionistas que a mantiveram refém por tantos anos.”
O presidente americano acrescentou ainda que os Estados Unidos assumiriam esse papel. “A Venezuela agora tem os Estados Unidos da América, o exército mais poderoso do mundo (de longe!), para protegê-la, e nós vamos protegê-la”, afirmou.
Até o momento, o governo cubano não respondeu oficialmente às novas declarações de Trump. Em manifestações anteriores, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse que os 32 mortos na Venezuela seriam homenageados como “combatentes cubanos corajosos”, que teriam enfrentado “terroristas em uniformes imperialistas”.
Embora a Casa Branca não tenha apresentado um plano específico para Cuba, Trump já afirmou anteriormente que uma intervenção militar no país seria desnecessária, alegando que o regime cubano estaria “pronto para cair”. Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou a pressão ao dizer que os líderes cubanos deveriam estar preocupados. “Se eu estivesse no governo cubano, estaria muito preocupado. Eles estão com sérios problemas”, afirmou.
No domingo, Trump também compartilhou em suas redes sociais uma publicação sugerindo que Rubio, senador cubano-americano e filho de exilados cubanos, poderia se tornar presidente de Cuba. Ao republicar a mensagem, o presidente comentou: “Parece bom para mim!”



