Trump chama Robert de Niro de ‘doente e demente’ após ator criticar governo
Presidente dos Estados Unidos reage com ofensas a críticas feitas pelo artista em podcast e amplia confronto com opositores democratas
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a protagonizar embate público com o ator Robert De Niro após declarações do artista em defesa de resistência ao atual governo. A troca de ataques ganhou repercussão nesta quarta-feira e expôs mais um capítulo da tensão entre o mandatário e figuras de destaque do setor cultural.
Trump utilizou sua rede Truth Social para reagir às críticas feitas por De Niro em um podcast exibido no início da semana.
Na publicação, o presidente dos Estados Unidos classificou o ator de 82 anos como “doente e demente”. Em tom ofensivo, escreveu: “O perturbado Robert De Niro, outro doente e demente com, na minha opinião, um coeficiente intelectual extremamente baixo, que não tem ideia do que faz ou diz, algumas de cujas ações são seriamente CRIMINOSAS!”.
Além de direcionar críticas ao astro de filmes como Taxi Driver e O Poderoso Chefão, Trump também atacou as deputadas democratas Ilhan Omar e Rashida Tlaib, chamando-as de “lunáticas” na mesma mensagem publicada na plataforma digital.As declarações do presidente ocorreram após De Niro participar do programa The Best People with Nicolle Wallace, na segunda-feira. Durante a entrevista, o ator fez duras críticas ao governo e convocou mobilização da sociedade. “Todo mundo precisa se manter unido para tirá-los e voltar à normalidade”, afirmou.
Em outro trecho, De Niro declarou: “A história é o nosso país, e Trump está destruindo isso, e ninguém sabe quais são as suas razões, mas é algo doentio”. Ao reforçar sua posição, o artista insistiu: “As pessoas precisam resistir, resistir, resistir, resistir, resistir. É a única maneira”.
Crítico frequente de Trump, De Niro já havia se manifestado publicamente contra o presidente dos Estados Unidos em ocasiões anteriores. No ano passado, ao receber um prêmio honorário no Festival de Cannes, classificou o mandatário como “filisteu” em seu discurso de agradecimento.


