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Trump compara guerra no Irã à agressão contra a Venezuela que sequestrou Maduro

Em coletiva na Casa Branca, presidente dos EUA afirmou que poder militar iraniano foi "quase todo eliminado"

Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comparou a guerra contra o Irã à agressão que sequestrou o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa em janeiro. A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, quando Trump afirmou, referindo-se ao país sul-americano, que "mantivemos o governo totalmente intacto". As informações são do jornal O Globo.

Trump destacou que o pior cenário para o Irã seria a ascensão de um governo "tão ruim quanto o anterior" e comentou que "a maioria das pessoas que tínhamos em mente [para comandar o país] já morreu". Em menos de dois meses, o republicano autorizou duas agressões militares de grande impacto: o sequestro de Maduro em 3 de janeiro e o ataque que resultou no assassinato do aiatolá Ali Khamenei em 28 de fevereiro.

Poder militar iraniano "quase todo eliminado", diz Trump

Segundo Trump, o poder militar iraniano "foi quase todo eliminado" após quatro dias de bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel. "Eles não têm Marinha. Ela foi destruída. Eles não têm Força Aérea. Ela foi destruída. Eles não têm [sistemas de] detecção aérea. Os radares foram destruídos. E praticamente tudo foi destruído", afirmou o presidente, acrescentando que "temos um ótimo exército e eles estão fazendo um trabalho fantástico".

Ao lado de Trump, o chanceler alemão Friedrich Merz reforçou a convergência de Berlim e Washington na derrubada do governo iraniano, expressando expectativa de que o conflito "termine em breve".

Cenário pós-conflito 

O presidente estadunidense destacou que o cenário pós-Maduro "é perfeito", com a transferência de poder para Delcy Rodríguez. Em contato com o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani, Rodríguez expressou preocupação com o conflito no Oriente Médio e defendeu a retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã. Nas redes sociais, a presidente interina venezuelana afirmou que "somente o diálogo e a diplomacia podem abrir o caminho para a paz".

Trump afirmou ainda que, devido ao assassinato de altos funcionários iranianos, é difícil prever quem assumirá o comando no país. Ele citou a possibilidade de apoiar nomes da oposição, como o herdeiro do último xá, Reza Pahlavi, que reside nos Estados Unidos, mas ponderou que "alguém de dentro, que seja popular, se é que existe alguém assim", poderia ser mais adequado.

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