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UE afirma manter "contatos diplomáticos" com a Rússia em meio à guerra na Ucrânia

União Europeia diz preservar canais com Moscou para defender interesses do bloco em futuras negociações sobre o conflito na Ucrânia

Rússia e União Europeia (Foto: Sputnik/Vladimir Sergeev)
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247 - A União Europeia confirmou que mantém canais diplomáticos com a Rússia, mesmo em meio à continuidade da guerra na Ucrânia. A informação foi divulgada por uma autoridade europeia às vésperas de uma nova cúpula do bloco em Bruxelas, que contará com a participação do presidente ucraniano, Volodimir Zelensky. As informações são da agência AFP, publicadas pelo UOL.

Zelensky deve se reunir nesta quinta-feira com os líderes europeus e tem defendido que o continente assuma um papel mais ativo nos esforços relacionados ao conflito. O presidente ucraniano vem pressionando os países da UE a ampliarem sua participação nas discussões sobre o futuro da guerra e os caminhos para uma eventual solução diplomática.

Ao comentar a relação entre Bruxelas e Moscou, uma autoridade europeia ressaltou a importância de manter interlocução com o governo russo. Segundo ela, "Em qualquer cenário futuro, a UE tem interesses específicos que deverá defender; portanto, é importante contar com canais diplomáticos estabelecidos com a Rússia".

União Europeia descarta papel de mediadora

Apesar de admitir a existência de contatos diplomáticos, a mesma autoridade destacou que o bloco europeu não pretende atuar como intermediário direto entre as partes envolvidas no conflito.

"A UE não é uma mediadora. Ela apoia a Ucrânia em seus esforços para alcançar uma paz justa e duradoura", afirmou.

A declaração reforça a posição adotada pelo bloco desde o início da invasão russa, baseada no apoio político, econômico e militar a Kiev, sem assumir formalmente a condução de negociações entre Rússia e Ucrânia.

António Costa coordena diálogo entre líderes europeus

A autoridade europeia também informou que o presidente do Conselho Europeu, António Costa, tem trabalhado na coordenação das posições dos países-membros diante de uma eventual abertura de negociações com Moscou.

De acordo com a fonte, António Costa, responsável por presidir as reuniões dos líderes do bloco, "tem coordenado estreitamente com os líderes europeus uma possível interação com a Rússia e os temas que serão debatidos quando chegar o momento apropriado".

O objetivo, segundo a explicação apresentada, é garantir que a União Europeia esteja preparada para defender seus interesses e posições quando houver condições políticas para um diálogo mais amplo envolvendo o Kremlin.

Potências europeias defendem diálogo direto

Na semana passada, os embaixadores do Reino Unido, da França e da Alemanha na Rússia defenderam a retomada de conversas diretas entre Moscou e Kiev.

O posicionamento foi apresentado durante uma reunião excepcional realizada na quinta-feira no Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em um momento em que as tentativas de construção de canais diplomáticos voltam a ganhar relevância no cenário internacional.

A defesa de negociações diretas entre os dois países ocorre em paralelo aos esforços de diversas potências para encontrar alternativas que possam levar à redução das hostilidades e à construção de um acordo de paz.

Trump cobra acordo para encerrar a guerra

Também nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou-se sobre o conflito durante uma reunião do G7 da qual Zelensky participou.

Na terça-feira, Trump afirmou que Moscou deveria "chegar a um acordo" para colocar fim à guerra contra a Ucrânia.

A declaração do presidente norte-americano ocorreu em meio às discussões entre líderes das principais economias do mundo sobre os impactos geopolíticos e econômicos da guerra, que segue sem perspectiva imediata de encerramento.