Banco do Brasil apresenta resultado acima das expectativas do mercado
Com lucro de R$ 5,7 bilhões no 4T25 e alta de 51% sobre o trimestre anterior, estatal sinaliza "inflexão" e cumpre metas revisadas para o ano
247 – O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou a temporada de balanços dos grandes bancos brasileiros com um resultado que, embora apresente queda na comparação anual, superou as projeções dos analistas para o fechamento de 2025. Segundo informações publicadas pela repórter Camille Bocanegra, no InfoMoney, a instituição registrou um lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), consolidando um lucro anual de R$ 20,7 bilhões.
O desempenho trimestral representa uma forte recuperação de 51,7% em relação ao terceiro trimestre de 2025, sinalizando uma retomada de fôlego para a estatal. Para a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, os números indicam que a instituição está no caminho certo para 2026:
“Conseguimos nos adaptar ao cenário com transparência e muita dedicação de nossos funcionários para que tenhamos um 2026 com retomada de patamares de rentabilidade do tamanho do BB. Nosso guidance mostra isso e nossos resultados indicam que estamos dando os sinais da inflexão.”
Carteira de crédito atinge R$ 1,3 trilhão
Um dos principais pilares do balanço foi a Margem Financeira Bruta, que totalizou R$ 103,1 bilhões em 2025. O crescimento foi impulsionado pelas receitas de operações de crédito para pessoas físicas, especialmente no segmento de Crédito do Trabalhador e cartões de crédito, que avançaram 19,6% no ano.
Apesar do avanço na carteira, o banco enfrentou desafios no setor de agronegócios, o que elevou o custo de crédito para R$ 61,9 bilhões no ano. O índice de inadimplência acima de 90 dias encerrou dezembro em 5,17%, refletindo o aumento do risco de crédito observado ao longo do segundo semestre.
Cumprimento das metas (Guidances)
O Banco do Brasil conseguiu entregar resultados dentro das faixas previstas em suas orientações ao mercado (guidances), que haviam sido revisadas em novembro para refletir as oscilações econômicas. O lucro líquido ajustado de R$ 20,7 bilhões ficou no topo da banda estimada (que variava entre R$ 18 e R$ 21 bilhões). Outros indicadores, como as receitas de serviços, também ficaram dentro do esperado, atingindo R$ 34,8 bilhões.
Reação dos investidores e dividendos
A divulgação do balanço foi acompanhada pelo anúncio de distribuição de R$ 1,23 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP), reforçando a tese de investimento em valor que tem atraído gestores estrangeiros.
Como destacado anteriormente, investidores asiáticos monitoram o papel com atenção, classificando o BBAS3 como um ativo "muito barato para ignorar". No cenário macro, a estabilidade das instituições sob a gestão de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, contribui para um ambiente global onde ativos de países emergentes com fundamentos sólidos, como o Banco do Brasil, ganham destaque na rotação de portfólios.


