CSN avalia vender braço siderúrgico para reduzir endividamento
O contexto financeiro da empresa é desafiador
247 – Ainda que de forma preliminar, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) passou a avaliar cenários para a venda de seu braço siderúrgico a empresas nacionais ou a grupos estrangeiros, especialmente da Coreia do Sul e da China. A informação foi divulgada pelo jornal O Tempo nesta segunda-feira (26). Segundo a reportagem, a companhia considera a possibilidade de alienar integralmente esse segmento do negócio.
A estratégia tem como objetivo principal a desalavancagem financeira, por meio da revisão do portfólio de ativos, da redução do endividamento e da concentração em áreas consideradas mais rentáveis. De acordo com o jornal, a CSN pretende levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões em 2026, movimento que permitiria reduzir a relação entre dívida líquida e Ebitda para cerca de 1 vez, além de dobrar o próprio Ebitda.
O contexto financeiro da empresa é desafiador. A CSN teve seu rating rebaixado recentemente pela S&P Global Ratings, de BB- para B+ na escala global. A companhia enfrenta um volume elevado de dívida de curto prazo, além de forte pressão sobre a liquidez, causada por elevados desembolsos com investimentos (capex) e pagamento de juros.
Segundo estimativas da S&P, caso não haja venda de ativos, a alavancagem ajustada da CSN deverá permanecer acima de 5 vezes em 2026, reforçando a necessidade de medidas mais contundentes para o reequilíbrio financeiro do grupo.


