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Empresas captam R$ 59,9 bilhões em janeiro e batem recorde histórico

Volume é o maior para o mês desde 2012, com avanço de 30,5% e liderança da renda fixa, segundo dados da Anbima

Notas de reais e dólares (Foto: Reuters/Ricardo Moraes)

247 - As empresas brasileiras captaram R$ 59,9 bilhões no mercado em janeiro de 2026, registrando o maior volume já observado para o mês desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa crescimento de 30,5% na comparação com janeiro de 2025, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O desempenho foi impulsionado principalmente pelas operações de renda fixa, que concentraram a maior parte das emissões no período. Um dos principais destaques foi a captação dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), que somaram R$ 7 bilhões no primeiro mês do ano, volume inédito para janeiro. Segundo a entidade, o montante é quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025, com alta de 98,6%.

As emissões de debêntures atingiram R$ 26,9 bilhões, ficando 5,8% abaixo do patamar observado em janeiro do ano passado. A Anbima informou que 41,4% dos recursos levantados com esses títulos foram destinados a investimentos em infraestrutura. O prazo médio das debêntures emitidas no mês foi de 7,3 anos.

Outro segmento que registrou forte expansão foi o de notas comerciais. As captações chegaram a R$ 6,4 bilhões em janeiro, estabelecendo recorde para o período e representando salto de 329% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na renda variável, duas operações de oferta subsequente de ações (follow-on) realizadas por companhias já listadas totalizaram R$ 7,9 bilhões em janeiro. No mesmo mês do ano anterior, não houve registro de ofertas de ações.

Entre os instrumentos de securitização, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) somaram R$ 3,2 bilhões, o que representa queda de 21,3% na comparação anual. Já os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) movimentaram R$ 908 milhões, com recuo de 60,1% frente ao volume captado em janeiro de 2025.

Os números consolidados apontam para uma abertura de ano marcada pelo fortalecimento do mercado de renda fixa e por captações recordes, com destaque para os FIDCs e para o avanço expressivo das notas comerciais.

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