Fábricas de fertilizantes do Nordeste retomam operações e ampliam produção
Unidades da Bahia e de Sergipe reforçam oferta de ureia, amônia e ARLA 32, reduzem dependência externa e geram milhares de empregos no país
247 - A retomada das fábricas de fertilizantes nitrogenados da Petrobras no Nordeste marca um avanço relevante para a indústria nacional e para o abastecimento de insumos estratégicos do agronegócio. Ao longo do mês de janeiro, as unidades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (FAFEN-SE) e da Bahia (FAFEN-BA) entram em operação em diferentes etapas, ampliando a produção de amônia, ureia e ARLA 32, produto essencial para a redução de emissões veiculares.
Em Sergipe, a unidade localizada no município de Laranjeiras já produzia amônia desde terça-feira (31), em dezembro, e iniciou a fabricação de ureia na sexta-feira (3), em janeiro. Na Bahia, a planta de Camaçari concluiu a manutenção no mês anterior e segue em comissionamento de partida, com previsão de início da produção de ureia até o fim de janeiro.
Somadas, as duas fábricas contam com investimentos iniciais de R$ 38 milhões cada e já respondem pela geração de 1.350 empregos diretos e cerca de 4.050 indiretos. A FAFEN-SE possui capacidade para produzir 1.800 toneladas diárias de ureia, volume equivalente a aproximadamente 7% do mercado nacional. Já a FAFEN-BA pode alcançar 1.300 toneladas por dia, correspondendo a cerca de 5% da demanda brasileira. A operação na Bahia inclui ainda os Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, no município de Candeias.
De acordo com o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, o impacto da retomada vai além das duas unidades nordestinas. “As duas FAFENs, juntamente com a Araucária Nitrogenados S.A (ANSA), outra fábrica nacional de fertilizantes da Petrobras, instalada no Paraná, responderão por 20% de toda a demanda de ureia do Brasil. A nossa expectativa é elevar a produção nacional para 35% nos próximos anos, com uma nova planta em construção no Mato Grosso do Sul”, afirmou.
A produção de nitrogenados das FAFENs tem papel central na recomposição da capacidade nacional de fornecimento de insumos estratégicos. Além da ureia fertilizante e da ureia destinada à alimentação de ruminantes, a produção pode atender também setores industriais como o têxtil, o de tintas e o de papel e celulose. No caso do ARLA 32, o produto é fundamental para o controle de emissões de veículos a diesel, contribuindo para a preservação ambiental.
William França ressaltou ainda o efeito da retomada sobre a dependência externa do país. “Atualmente, toda a ureia consumida no Brasil é importada. Com a retomada da produção nacional, a Petrobras amplia a oferta do insumo no mercado interno, reduz a dependência externa e fortalece a cadeia produtiva do agronegócio”, destacou. Segundo o diretor, a iniciativa é estratégica também por utilizar o gás natural como principal matéria-prima, ampliando as alternativas de uso do gás produzido pela companhia e gerando valor para a indústria, o setor agrícola e a economia nacional.


