Petrobras aprova pagamento de R$ 41,23 bilhões em dividendos de 2025
Assembleia valida distribuição equivalente a 37,44% do lucro e define composição do conselho da estatal
247 - A Petrobras aprovou, em assembleia geral realizada nesta quinta-feira (16), a distribuição de R$ 41,23 bilhões em dividendos referentes ao exercício de 2025. O valor corresponde a 37,44% do lucro líquido registrado pela companhia no período e inclui remuneração adicional de R$ 8 bilhões, além de quantias já distribuídas ao longo dos trimestres anteriores.
Os acionistas também validaram a destinação dos resultados do ano passado, consolidando a política de remuneração da estatal. Do total de votos, 84,56% foram favoráveis à proposta. A rejeição foi inferior a 0,01% das ações ordinárias, enquanto acionistas que representam 15,43% do capital optaram pela abstenção.
O lucro líquido acumulado da Petrobras em 2025, destinado à distribuição — incluindo dividendos prescritos —, somou R$ 110,95 bilhões. O conselho de administração propôs ainda a retenção de R$ 68,9 bilhões no patrimônio líquido da empresa, valor que será mantido em reserva de retenção de lucros.
Durante a assembleia, houve manifestação contrária por parte de Fernando Siqueira, representante da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet). Ele afirmou ter votado contra a aprovação das contas e da destinação dos resultados, criticando a inclusão de royalties de petróleo como custos de produção. “É uma grave lesão ao povo brasileiro”, declarou.
Siqueira também informou que a Aepet notificou judicialmente três diretores da Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) em relação ao tema.
Além da distribuição de dividendos, os acionistas aprovaram a manutenção de 11 membros no conselho de administração da companhia. A composição prevê seis indicações da União, três de acionistas minoritários detentores de ações ordinárias, uma de acionistas preferencialistas e um representante dos empregados.
Nesse item, o apoio alcançou 84,74% das ações ordinárias, com rejeição de apenas 0,01% e abstenção de 15,25% dos acionistas.


