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Petrobras leva nova plataforma P-79 para aumentar produção no campo de Búzios

Nova plataforma reforça produção no maior campo em águas ultraprofundas da estatal

Petrobras leva nova plataforma P-79 para aumentar produção no campo de Búzios (Foto: Petrobras)

247 - A Petrobras anunciou nesta terça-feira (10) a chegada da plataforma FPSO P-79 ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. A unidade alcançou a área de operação no último fim de semana, após cerca de três meses de deslocamento marítimo, e será instalada para ampliar a capacidade produtiva do campo, considerado estratégico para a companhia.

Segundo a estatal, a P-79 seguiu o mesmo modelo logístico adotado na plataforma P-78, com a tripulação embarcada durante o trajeto até a locação, o que contribui para acelerar o início das operações.

De acordo com a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, a estratégia permite ganhos operacionais relevantes. “Embarcar a tripulação na viagem para a locação permite colocar em condição operacional sistemas complexos do FPSO sem interromper a continuidade do processo de comissionamento, além de permitir o treinamento das equipes. Tudo isso agiliza o início da produção. As próximas etapas serão a ancoragem da unidade e a interligação com os poços produtores”, afirmou.

A FPSO P-79 integra o conjunto de 12 plataformas previstas para o campo de Búzios e se soma às sete unidades já em operação: P-74, P-75, P-76, P-77, Almirante Barroso, Almirante Tamandaré e P-78. A nova plataforma tem capacidade para produzir até 180 mil barris de petróleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente.

O campo de Búzios atingiu, em outubro de 2025, a marca de 1 milhão de barris de petróleo produzidos por dia, consolidando-se como o maior ativo da Petrobras em águas ultraprofundas. A área está situada a cerca de 180 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro, em lâminas d’água que chegam a 2.100 metros de profundidade.

A P-79 faz parte do projeto de Desenvolvimento da Produção de Búzios 8, que prevê a interligação de 14 poços, sendo oito produtores e seis injetores no modelo WAG (injeção alternada de água e gás). A plataforma foi construída pela SAME Netherlands BV, joint venture entre a italiana Saipem Spa e a sul-coreana Hanwha Ocean. O casco foi produzido em Geoje-Si, na Coreia do Sul, onde também ocorreu a integração e o comissionamento dos módulos de topside, fabricados em estaleiros da China, do Brasil, da Coreia do Sul e da Indonésia.

O consórcio responsável pelo campo de Búzios é formado pela Petrobras, operadora do projeto, pelas empresas chinesas CNOOC e CNODC, além da PPSA, estatal encarregada da gestão dos contratos de partilha da produção.

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