Prio vê vendas de petróleo positivas no 2º trimestre
Presidente da companhia diz que descontos sobre o Brent devem melhorar após resultado do 1º trimestre
247 - O presidente da Prio, Roberto Monteiro, afirmou que as vendas de petróleo da companhia devem continuar positivas no segundo trimestre, em meio a preços mais elevados do Brent no mercado internacional e a uma melhora nos descontos aplicados sobre a cotação externa.
As informações são do Valor Econômico. Em teleconferência com analistas realizada nesta quarta-feira (6) para comentar os resultados do primeiro trimestre, Monteiro disse que os descontos praticados nas vendas da empresa tendem a ser “melhores” no período atual.
Em geral, companhias produtoras vendem petróleo com algum desconto em relação ao Brent, referência internacional do setor. Segundo a Prio, esse desconto foi impactado pelo cenário externo após o início da guerra no Irã, que culminou no fechamento do Estreito de Ormuz.
O diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Milton Rangel, informou que a Prio vendeu 14,8 milhões de barris de petróleo no primeiro trimestre. Desse total, 6,8 milhões de barris foram precificados após o início do conflito, já com descontos menores do que os praticados anteriormente. O preço médio de venda no período foi de US$ 75,34 por barril.
Desempenho por campo
Monteiro afirmou que a companhia obteve bons resultados em abril no Campo de Frade, onde o petróleo foi vendido acima da cotação internacional, em regime de prêmio. No Campo de Albacora, a venda ocorreu com descontos considerados muito baixos, em valores próximos ao Brent.
A situação foi diferente no Campo de Peregrino, cujo petróleo manteve descontos entre US$ 7 e US$ 9 por barril em abril. Segundo o executivo, isso ocorreu porque o óleo de Peregrino é mais pesado, enquanto o petróleo retido em Ormuz é mais leve.
Ainda assim, considerando o conjunto das operações, a expectativa da Prio é de um desconto médio menor do que os US$ 8 por barril registrados no primeiro trimestre. Monteiro indicou que a faixa poderia ficar entre US$ 5 e US$ 6 por barril, mas ressaltou que esses valores não devem ser tratados como projeção oficial, porque a produção de junho ainda não foi vendida.
“Só posso garantir que o desconto será melhor do que os US$ 8 do primeiro trimestre”, afirmou Roberto Monteiro.


