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Rio Tinto encerra negociações com Glencore e frustra fusão bilionária

Mineradora afirma que não houve consenso sobre acordo que criasse valor aos acionistas; conversas já haviam fracassado em 2014 e 2024

Rio Tinto encerra negociações com Glencore e frustra fusão bilionária (Foto: REUTERS/Luc Gnago)

247 - A Rio Tinto decidiu encerrar, mais uma vez, as conversas com a Glencore para uma possível fusão que criaria a maior mineradora do mundo. A movimentação reforça as dificuldades do setor em viabilizar grandes operações de consolidação, mesmo diante do aumento da demanda global por metais estratégicos.

A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico, nesta quinta-feira (5), com base em comunicado da própria Rio Tinto sobre o fim das negociações.

Segundo a companhia, não houve avanço suficiente para justificar a continuidade das tratativas. Em nota, a Rio Tinto afirmou que “não está mais em negociações com a Glencore” sobre uma potencial aquisição e explicou que “não foi possível chegar a um acordo que gerasse valor para seus acionistas”.

A desistência marca a terceira vez em que as duas gigantes não conseguem concluir uma negociação desse porte. A primeira tentativa frustrada ocorreu em 2014, quando a Rio Tinto rejeitou uma proposta de fusão apresentada pela Glencore, alegando que a abordagem não atendia aos interesses de seus acionistas.

Uma nova rodada de conversas voltou a ocorrer em 2024, mas também terminou sem acerto. Agora, em 2026, o impasse se repete, interrompendo novamente uma possível reconfiguração histórica do setor mineral.

A operação, caso fosse aprovada, criaria a maior mineradora do mundo, combinando os ativos das duas empresas em um contexto em que grandes grupos buscam ampliar escala e diversificar produção para atender à demanda crescente por metais.

O fracasso das negociações também reflete um padrão observado em outras tentativas de megafusões na mineração. Um exemplo citado no setor é a proposta de US$ 49 bilhões feita pela BHP para comprar a Anglo American, que acabou desmoronando após preocupações relacionadas à estrutura da oferta, apesar do ambiente favorável à consolidação.

O episódio evidencia que, mesmo em um cenário de expansão do mercado e maior interesse por ativos minerais, acordos desse porte seguem enfrentando obstáculos estratégicos e financeiros que dificultam a formação de conglomerados globais.

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