Bolsonaro descarta enviar aviões da FAB para retirar brasileiros na China

Nos bastidores, fontes do governo alegam os mesmos problemas expostos nesta sexta-feira: diplomáticos, orçamentários e jurídicos. Brasileiros sob quarentena na cidade de Wuhan, epicentro do coronavírus, protocolaram carta pedindo para serem trazidos de volta

(Foto: Agência Brasil | Reuters)
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247 - O governo de Jair Bolsonaro descarta usar aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) para trazer de volta ao País brasileiros que estão na cidade chinesa de Wuhan, epicentro do coronavírus, onde estão sem poder sair de casa por medidas restritivas chinesas.

De acordo com números atualizados, somente nesta cidade, capital de Hubei, onde o novo tipo de coronavírus foi detectado pela primeira vez, 224 pessoas morreram em decorrência de infecção. Em Hubei, o número de mortos causados pelo surto subiu para 294 neste sábado - do total de 304 em toda a China.

Os motivos alegados pelo governo são os mesmos expostos diretamente por Bolsonaro em uma fala com jornalistas nesta sexta-feira 31, de acordo com reportagem de Tânia Monteiro, no Estado de S.Paulo: diplomáticos, jurídicos e orçamentários.

Bolsonaro afirmou que o Brasil não tem uma lei específica sobre quarentena, e que por isso uma ordem Judicial poderia derrubar uma decisão neste sentido. Além disso, afirmou que esta deveria ser uma ação do Congresso, que teria que aprovar uma verba para trazer os cidadãos. “Não é barato”, argumentou.

O governo chinês afirma que os brasileiros não estão sob ‘prisão domiciliar’ e que todos os países podem retirar seus cidadãos da cidade, porém, é preciso seguir algumas regras, como a permanência desse grupo sob quarentena de até 15 dias antes e depois da viagem.

Nesta sexta-feira 31, este grupo heterogêneo de 31 brasileiros, como bolsistas universitários, empregados de multinacionais e atletas, incluindo homens, mulheres e crianças, protocolaram uma carta junto ao Ministério das Relações Exteriores e a Presidência da República do Brasil requerendo medidas de suporte para sua repatriação. Leia aqui a íntegra.

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