Bolsonaro volta a atacar David Uip em seu lobby pela cloroquina

Em nova rodada de propaganda da cloroquina, Jair Bolsonaro publicou uma sequência de três tweets sobre o assunto na manhã desta quarta-feira, uma hora antes de reunir-se com o ministro da Saúde no Planato. Nos posts, ataques ao infectologista David Uip e ao cardiologista Roberto Kalil

Jair Bolsonaro e David Uip
Jair Bolsonaro e David Uip (Foto: Reuters | Gov. SP)
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247 - Numa sequência de três tweets na manhã desta quarta-feira (8), Jair Bolsonaro voltou a seu tema obsessivo das últimas semanas: a propaganda da cloroquina como solução mágica para a pandemia do coronavírus. Nos tweets, ele atacou o infectologista David Uip, coordenador de crise do coronavírus no Estado de São Paulo,  e o cardilogista Roberto Kalil. Segundo Bolsonaro, eles teriam se curado da infeccção com o uso da cloroquina mas se recusariam a revelar. 

As postagens foram feitas às 8h, uma hora antes de sua reunião com o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, no Palácio do Planalto. 

Bolsonaro insiste no uso do medicamento em larga escala, mesmo com o alerta de profissionais de saúde, que insistem: o medicamento que originalmente combate à malária, ainda precisa passar por mais testes para comprovar sua eficácia contra o coronavírus. 

 

 

No último dia 26 de março, Bolsonaro levou uma caixa do medicamento Reuquinol para a reunião virtual com os líderes do G20 sobre a pandemia.

O medicamento é fabricado pelo laboratório Apsen e tem cloroquina na sua composição. O dono do laboratório é miitante bolsonarista.

De acordo com reportagem do site Metrópoles, a Apsen, que registrou lucro de R$ 696 milhões em 2018, produz o Reuquinol. O presidente da empresa, Renato Spallicci faz apaixonada defesa de Jair Bolsonaro e críticas ao PT em suas redes sociais abertas (até a publicação desta reportagem), como Instagram e Facebook.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que assim como Jair Bolsonaro defende o uso da cloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, apesar de não haverem estudos comprovando sua eficácia, figura entre os acionistas da Sanofi, indústria farmacêutica francesa que detém a patente da droga. Segundo reportagem do jornal New York Times, um outro acionista da empresa é Ken Fisher, um dos maiores doares de campanha para os republicanos, partido de Trump. 


 

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