Celso de Mello antecipa volta ao STF

Celso de Mello voltou ao trabalho já nesta sexta-feira, um dia após o ministro Marco Aurélio contrariar a posição do decano para que Jair Bolsonaro prestasse depoimento presencialmente no âmbito das investigações que apuram uma possível interferência na Polícia Federal

Ministro Celso de Mello preside sessão da 2ª turma do STF. (28/05/2019)
Ministro Celso de Mello preside sessão da 2ª turma do STF. (28/05/2019) (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O ministro do STF Celso de Mello decidiu antecipar seu retorno à Corte após licença médica. Ele ficaria afastado até sábado (26), mas mudou o fim da licença para a quinta-feira (24) e, nesta sexta-feira (25), portanto, o magistrado já está trabalhando.

A volta de Celso de Mello reflete diretamente no impasse no Supremo acerca do depoimento de Jair Bolsonaro no âmbito das investigações que apuram uma possível interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

Celso de Mello, decano da Corte, era o relator do caso e havia determinado que Bolsonaro prestasse depoimento presencialmente. A Advocacia-Geral da União (AGU), em nome de Bolsonaro, recorreu.

Por causa da licença, a relatoria do caso passou para o ministro Marco Aurélio Mello, que foi contra o decano, levou o caso para o plenário virtual e divulgou seu voto pelo depoimento por escrito. A atitude de Marco Aurélio foi mal recebida pelos colegas.

Há a expectativa de que o presidente do STF, ministro Luiz Fux, retire o caso da pauta do plenário virtual e leve-o para o plenário físico, onde os magistrados poderão debater sobre o tema.

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247