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Ciro: rachadinha e lavagem de dinheiro são especialidades da quadrilha bolsonarista

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) fez referência à revelação de que o cabeleireiro Márcio Gerbatim sacou, mensalmente, todo o salário que recebeu como assessor de Carlos Bolsonaro. "Rachadinha e lavagem de dinheiro: especialidades da quadrilha bolsonarista!", disse ele. "Márcio Gerbatim é ex-companheiro de Márcia, atual esposa do Queiroz", destacou

Ciro Gomes (Foto: Adriano Machado - Reuters)

247 - O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) bateu duro no clã presidencial, após a revelação de que o cabeleireiro Márcio Gerbatim sacou, mensalmente, todo o salário que recebeu como assessor do vereador Carlos Bolsonaro, o que aumentou as suspeitas de desvios de dinheiro em benefício do parlamentar. 

"QUADRILHA! Ex-assessor de Carlos Bolsonaro sacava todo o salário mensalmente e nunca teve crachá na Câmara Municipal. Márcio Gerbatim é ex-companheiro de Márcia, atual esposa do Queiroz. Tudo conectado. Rachadinha e lavagem de dinheiro: especialidades da quadrilha bolsonarista!", escreveu o ex-ministro. 

Entre maio de 2008 e maio de 2010, quando recebeu o último pagamento, Gerbatim obteve R$ 89.143,64 da Câmara de Vereadores. No mesmo período, o total de créditos na sua conta foi de R$ 93.422,91. As retiradas em dinheiro vivo totalizaram R$ 90.028,96

O filho de Jair Bolsonaro negou irregularidades. "A pessoa sacar seu salário nunca foi crime!", disse. 

Ao citar Queiroz, o ex-presidenciável fez referência ao envolvimento do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) num esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do Rio, onde o parlamentar cumpria mandato de deputado estadual antes de ser eleito para o Senado. 

Queiroz foi preso no dia 18 de junho em Atibaia (SP). Estava escondido em um imóvel que pertence a Frederick Wassef, então advogado de Flávio - depois ele deixou a defesa do parlamentar. 

De acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz fez movimentações financeiras atípicas. Foram R$ 7 milhões de 2014 a 2017, apontaram cálculos do órgão. 

O procurador da República Sérgio Pinel afirmou ter encontrado “fortes indícios da prática de crime de lavagem de dinheiro” envolvendo Flávio. O Ministério Público do Rio (MP-RJ) investiga o possível esquema de rachadinha no antigo gabinete de Flávio na Alerj desde 2018 e já disse ter encontrado indícios de que o senador lavou R$ 2,27 milhões com compra de imóveis e em sua loja de chocolates.