Escritório de ex-assessor de Marco Aurélio pediu habeas corpus de chefão do PCC

O pedido que resultou na decisão de Marco Aurélio Mello de libertar o traficante André do Rap foi apresentado pelo escritório de um advogado que era assessor do gabinete do ministro do STF até o começo do ano

Ministro Marco Aurélio faz homenagem ao ministro Luiz Fux empossado na Presidência do STF. (10/09/2020)
Ministro Marco Aurélio faz homenagem ao ministro Luiz Fux empossado na Presidência do STF. (10/09/2020) (Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF)
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247 - O pedido que resultou na decisão de o ministro do STF Marco Aurélio Mello de libertar o traficante André do Rap foi apresentado pelo escritório de um advogado que era assessor do gabinete do ministro do STF até o começo do ano. A informação é do portal Crusoé. 

O ex-assessor de Marco Aurélio, Eduardo Ubaldo Barbosa, não aparece assinando o pedido. Quem assina é a sócia dele, Ana Luísa Gonçalves Rocha. Os dois são sócios do escritório Ubaldo Barbosa Advogados, com sede em Brasília.

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O ministro do STF Marco Aurélio Mello disse neste domingo (11) à CNN Brasil que o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, agiu como um censor ao suspender sua liminar que colocava em liberdade o traficante do PCC André do Rap e afirmou que a decisão do colega enfraquece o Supremo.

“Ele [Fux] assumiu a postura de censor. Isso é perigosíssimo. Eu não sou superior a ele, mas também não sou inferior”, falou. “Atuo segundo o direito posto pelo Congresso Nacional e nada mais. Evidentemente não poderia olhar a capa do processo e aí adotar um critério estranho a um critério legal por se tratar deste ou daquele cidadão”.

Marco Aurélio ainda disse que Fux "lamentavelmente implementou autografia, o que fragiliza a instituição que é o STF".

O ministro afirmou ainda que a ação de Fux "é um horror". "Sob minha ótica ele adentrou o campo da hipocrisia, jogando para turma, dando circo ao público, que quer vísceras. Pelo público nós nem julgaríamos, condenaríamos e estabeleceríamos pena de morte", declarou Mello ao jornal Folha de S.Paulo. 

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