"Hoje é um momento inédito. Capital e trabalho se juntam em defesa da democracia", diz José Carlos Dias, orador da carta

O ex-ministro da Justiça leu nesta quinta-feira, 11 de agosto, no Largo São Francisco, a "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito"

www.brasil247.com - José Carlos Dias
José Carlos Dias (Foto: Reprodução/YouTube)


247 - Orador da "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito" em ato no Largo São Franciso nesta quinta-feira (11), o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias declarou, antes da leitura da carta, que o evento deste 11 de agosto é "inédito" na história brasileira.

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"Capital e trabalho se juntam em defesa da democracia", destacou. "Minhas senhoras e meus senhores, eu quero dizer antes de mais nada, antes de exercer meu dever de ler a carta, quero dizer da minha emoção de depois de ter vivido os anos mais lindos da minha vida nesta casa, mas de ter participado de acontecimentos marcantes da história do Brasil. Um deles foi quando idealizamos a Carta aos Brasileiros e fomos à casa do professor Goffredo para desafiá-lo a ser o redator. Hoje é um outro momento, um momento grandioso, eu diria talvez inédito, em que capital e trabalho se juntam em defesa da democracia. Acho que nós estamos celebrando aqui, com alegria, com entusiasmo, com esperança e com certeza, o hino da democracia".

À Folha de S. Paulo, Carlos Dias disparou críticas contra Jair Bolsonaro (PL), que represneta atualmente a principal ameaça à democracia brasileira. "Esse presidente é um delinquente. Digo isso com todas as letras. O que esse homem já praticou de crimes é uma coisa extraordinária. Principalmente crimes de responsabilidade. (...) E é por isso que esse homem... Psicopata, não sei, mas ele não é normal, ele não aceita nem o conselho de seus amigos. Ele nos chama de cara de pau, sem caráter... O que faz contra o Poder Judiciário, os insultos dirigidos aos ministros do STF [Supremo Tribunal Federal], do TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. (...) É ele quem desmerece a democracia. Se estivesse lá um presidente equilibrado, fazendo uma campanha normal, isso não se justificaria. Mas esse homem não trabalha. Ele está fazendo campanha o tempo todo. Essas cartas são de defesa da democracia. E, para defendê-la, tem que denunciar as coisas que ele [Bolsonaro] faz".

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