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Rodrigo Pacheco diz que cogita afastamento temporário da vida pública

Senador afirma que não disputará mais eleições

Rodrigo Pacheco (Foto: Evandro Macedo/LIDE)
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247 - O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) anunciou nesta quarta-feira (17) que não pretende disputar novas eleições e afirmou que considera encerrado seu ciclo na política. A declaração foi dada durante entrevista coletiva no 7º Brasília Summit, promovido pelo LIDE.

Segundo Pacheco, a decisão decorre de um compromisso pessoal assumido quando ingressou na vida política.

"Essa decisão de encerrar o ciclo político advém de um compromisso que havia feito comigo mesmo quando entrei na política em 2014 na eleição como deputado, e fiz o compromisso comigo que não eternizaria e que fecharia o ciclo num momento, dizia até que tinha uma data de entrada e uma data de saída, e a data de saída chegou".

O senador afirmou deixar a atividade política com a sensação de "dever cumprido na política".

"Tomei essa decisão de encerrar o meu ciclo e não disputar mais eleições", afirmou Pacheco. 

Ao ser questionado sobre os próximos passos após o fim da carreira eleitoral, Pacheco evitou antecipar planos, mas admitiu a possibilidade de um período de afastamento da vida pública. Perguntado se esse período poderia ser considerado uma sabática, respondeu de forma breve: "Pode ser".

Durante a entrevista, o ex-presidente do Senado também afastou especulações sobre uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

"Considero que essa possibilidade se algum dia houve ela já não existe mais. Isso para mim é uma página virada muito bem resolvida, de modo que não faço nenhum tipo de especulação em relação a essa possibilidade, e desejo a quem for compor o Supremo Tribunal Federal que possa honrá-lo, porque é uma instituição absolutamente essencial para o nosso país. Me incomoda profundamente essas agressões feitas ao Supremo Tribunal Federal nos dias de hoje".

Pacheco elogiou decisões tomadas pela Corte durante a pandemia de Covid-19 e na defesa da democracia, mas defendeu mudanças institucionais para aperfeiçoar o funcionamento do tribunal, como a limitação de decisões monocráticas e a discussão sobre mandatos para ministros.

Apesar das críticas pontuais, ele condenou ataques direcionados ao STF.

"O que não faz parte são essas agressões muito baixais, muitas delas muito infundadas contra o Supremo Tribunal Federal".

Sobre seu futuro, Pacheco reiterou que a decisão de deixar a política está consolidada, mas afirmou que não pretende fazer previsões de longo prazo.

"O futuro a Deus pertence. Não é possível eu me antever sob pena de eu me comprometer com uma coisa agora e que eventualmente possa mudar, mas a decisão de hoje está tomada, e bem tomada e bem resolvida".

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