Sidônio compara extrema direita atual ao nazifascismo
Ministro-chefe da Secom também detalha foco da reta final do governo Lula
247 - O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou nesta quarta-feira (10) que o foco da reta final do terceiro governo do presidente Lula agora está voltado para pautas de grande relevância nacional e internacional — entre elas a defesa da soberania, a participação no G7, o programa Desenrola para adimplentes e a regulação das bets. Sidônio falou a jornalistas antes da Sétima Plenária do Conselhão, no Palácio Itamaraty.
Sobre uma possível reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o novo tarifaço dos EUA, Sidônio admitiu a possibilidade, mas sem confirmação oficial. “A reunião pode acontecer no G7”, afirmou, acrescentando em seguida: “Mas não tem nada agendado”, acrescentou.
O ministro também demonstrou preocupação com o avanço da extrema direita em escala global. Em uma analogia histórica, comparou o fenômeno atual ao crescimento do nazifascismo nos anos 1930.
“A extrema direita, que usa muitas vezes das fake news, da mentira e do ódio para atrapalhar, cresceu no mundo quando? Em 1933, no nazifascismo, devido à crise de 1929. Some no mapa e só volta com o advento das redes e da contradição em vários países e a insatisfação social, não só no Brasil”, disse.
Ao ser questionado sobre a percepção pública do patriotismo no governo, Sidônio destacou que pesquisas indicam que mais brasileiros associam a defesa do patriotismo a Lula do que a Flávio Bolsonaro — “o que é verdade”, ressaltou.
No entanto, o ministro foi cuidadoso ao atribuir esse resultado ao trabalho de comunicação. “O governo é um todo”, ponderou, afastando qualquer leitura de que a imagem positiva seria produto exclusivo da Secom.



