Empresária pretende lançar a primeira Escola Canábica do Brasil
O lançamento de cursos de formação técnica em cannabis está previsto para o primeiro semestre de 2026
247 - A presidente da Associação de Apoio e Pesquisa Cannabis Cura (Accura), Paula Cardoso Zomignani, 43 anos, afirmou que ela tem como objetivo criar a primeira escola canábica no País. Nascida há oito anos na zona oeste de São Paulo, a Accura surgiu de uma necessidade familiar, hoje movimenta cerca de R$ 1,2 milhão por ano. O lançamento de cursos de formação técnica em cannabis está previsto para o primeiro semestre de 2026. A proposta terá cinco frentes: formação de pacientes, associativismo, cultivo, extração e mercado. Os relatos foram publicados na Forbes Agro.
“Vamos ter o reconhecimento do Ministério da Educação (MEC), no futuro próximo, com um curso de especialização sobre cannabis”, disse Paula, que é administradora formada pela PUC-SP. Atualmente, a Accura acolhe cerca de 700 famílias e fornece óleo a 200 pacientes por mês. O modelo é associativo, sustentado por doações, vendas de remédios custando entre R$ 295 e R$ 610, além de participações publicitárias.
A entidade também mantém a distribuição de medicamentos para pacientes de baixa renda. Cerca de 20% dos atendimentos são sociais (gratuitos) ou parcialmente sociais (com desconto). “A cannabis me transformou de empreendedora em ativista. Hoje não defendo só um produto, defendo o direito do paciente de plantar sem medo”, afirmou a paulistana. “Nós não somos vendedores de óleo. Somos uma rede de acolhimento, de orientação e de formação”.
Além da presidente, a Accura tem como sócios Ian Guedes, esposo de Paula e coordenador Geral da Accura, e Felipe de Castro, que está à frente da área de pesquisa e desenvolvimento da associação. “A publicação elevou nosso status, nos posicionando efetivamente como educadores no setor”, diz Paula. “Somos uma associação pequena, não pretendemos ser gigantes. A gente vê muito mais importância em desenvolver educação neste cenário do que ser uma grande associação”, continuou Paula.
“Essa indústria vai precisar de gente que entenda da planta, da história e da responsabilidade que envolve produzir medicamento”, destacou Paula. “Se o mercado vai crescer, alguém precisa formar essas pessoas. E nós já estamos fazendo isso há oito anos.”


