Bolsonaro comemora independência dos EUA e reafirma subordinação do Brasil

Submisso a Donald Trump, Jair Bolsonaro participou de coquetel para celebrar o 243º aniversário da independência dos EUA; o comparecimento de um presidente brasileiro ao evento é um gesto raro; "(Trump) Veio se aproximar de países com ideologias semelhantes em busca de dias melhores para todos nós", disse Bolsonaro, que já bateu continência para a bandeira americana

(Foto: Carolina Antunes/PR)

247 - Em mais uma demonstração de submissão ao governo Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro participou de coquetel para celebrar o 243º aniversário da independência dos Estados Unidos, na Embaixada americana, em Brasília (DF). O comparecimento de um presidente brasileiro ao evento é um gesto raro.

"O nosso governo veio para deixar de lado o viés ideológico. Veio se aproximar de países com ideologias semelhantes em busca de dias melhores para todos nós", disse o chefe do Planalto.

Bolsonaro também criticou a Venezuela, alvo de cobiço dos EUA por causa das altas reservas de petróleo. "Queremos que outros países enveredem para esse lado. Devemos lutar pela nossa liberdade. Todos temos que ter alguém muito forte ao seu lado", disse.

Sogbre os gestos de submissão aos EUA, vale ressalar que Bolsonaro fechou acordo em março deste ano para a entrega da base de Alcântara aos norte-americanos (veja aqui).

O presidente brasileiro também hvaia batido continência para a bandeira americana. Segundo John Bolton, o Conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump,  com o gesto Bolsonaro reconheceu explicitamente a superioridade do visitante. 

Segundo o "Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas (RCont)", publicado pela portaria número 660/MD, de 19 de maio de 2009, pelo então Ministro da Defesa Nelson Jobim e que regula o tema: "A continência parte sempre do militar de menor precedência hierárquica" (artigo 14, parágrafo 2º). 

Bolsonaro também isentou os americanos de vistos para entrar no brasil (relembre).

A forte proximidade de Bolsonaro com Trump está ligada a bandeiras extremistas dos dois presidentes, a exemplo de fortes posições xenófobas e pena de morte para criminosos. Outro fator, o principal, é a agenda entreguista do atual governo, que deu continuidade ao que fazia a gestão de Michel Temer, entregar o pré-sal brasileiro a estrangeiros, especialmente aos americanos.  


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