Erro em registro aponta enterro de “Sicário” antes da morte
A inconsistência envolve dados oficiais do sistema municipal
247 - A Prefeitura de Belo Horizonte registrou que “Sicário” foi enterrado um mês antes de morrer, ao apontar o sepultamento de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão para 8 de fevereiro, embora a morte tenha ocorrido semanas depois. A inconsistência envolve dados oficiais do sistema municipal, conforme informação divulgada nesta quinta-feira (9).
Segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, responsável pela divulgação do caso, o registro equivocado consta na ata de sepultamento emitida pela prefeitura da capital mineira. O episódio levanta questionamentos sobre a precisão dos dados públicos relacionados ao caso.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão ficou conhecido como “Sicário”, termo associado a matadores de aluguel. A Polícia Federal prendeu o investigado em 6 de março de 2026 durante a operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras com movimentação estimada entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões.
De acordo com as informações disponíveis, no mesmo dia do registro apontado pela prefeitura, ele tentou tirar a própria vida dentro da carceragem em Belo Horizonte. Equipes de emergência o levaram ao Hospital João XXIII, onde recebeu atendimento.
A defesa informou que a morte ocorreu em decorrência de falta de oxigenação no cérebro, quadro que evoluiu para morte encefálica. O falecimento foi oficialmente reconhecido após esse diagnóstico médico.
A certidão de óbito foi registrada no Cartório do 1º Subsdistrito de Belo Horizonte, enquanto o sistema municipal mantém a data de sepultamento anterior à morte, evidenciando a inconsistência nos registros.

