‘Golpe contra Dilma representou a interrupção de um projeto de País', diz Lindbergh
Deputado relembra 10 anos do impeachment de 2016 e afirma que processo abriu caminho para a extrema-direita no Brasil. Vídeo
247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o golpe contra Dilma Rousseff, há dez anos, interrompeu um projeto nacional em construção e deixou efeitos que ainda marcam o cenário político brasileiro. A declaração ocorreu ao lembrar o 17 de abril de 2016, data em que a Câmara dos Deputados autorizou a abertura do processo de impeachment da então presidenta da República, inocentada pelo Ministério Público e por uma perícia do Senado após ser acusada de cometer “pedaladas fiscais”.
As declarações foram publicadas por Lindbergh Farias na rede social X, onde ele revisitou o contexto da votação que deu início ao processo de afastamento de Dilma Rousseff. O deputado também ressaltou que a ex-presidenta foi inocentada posteriormente por instâncias como o Ministério Público e por uma perícia do Senado, em relação às acusações de “pedaladas fiscais”.
Ao comentar os desdobramentos do impeachment, Lindbergh associou o episódio a mudanças profundas no ambiente político nacional. “Não foi só um golpe contra Dilma, mas a interrupção de um projeto de país que estávamos construindo e cujas consequências sentimos ainda hoje”, escreveu.
Atualmente, Dilma preside o Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do BRICS), sediado em Xangai, na China.

O parlamentar do Partido dos Trabalhadores também relacionou o processo à ascensão de forças políticas conservadoras no Brasil. “Foi esse processo que abriu caminho para a ascensão da extrema-direita no Brasil. Dez anos depois, ainda temos a missão histórica de derrotá-los nas redes, nas ruas e nas urnas!”, declarou.
Na avaliação do deputado, a votação na Câmara entrou para a história por seu simbolismo negativo. “Há uma década, a Câmara autorizava a abertura do impeachment de uma presidenta honesta que não cometeu nenhum crime de responsabilidade”, afirmou. Ele acrescentou que o episódio ficou marcado como o “Dia da Vergonha”.
Lindbergh também mencionou declarações recentes do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que presidiu a sessão de 2016. Segundo o deputado, Cunha reconheceu a relevância do processo para o cenário político posterior. “O de 17 de abril de 2016 entrou para a história como o ‘Dia da Vergonha’. Eduardo Cunha fez uma declaração recente em que ele assume: sem o golpe contra Dilma, Bolsonaro não chegaria à presidência”, escreveu.
A votação de 2016 marcou uma das etapas centrais do processo que resultou na destituição de Dilma Rousseff em 31 de agosto daquele ano. Desde então, o episódio segue como ponto de disputa política e interpretação histórica no país, com diferentes leituras sobre suas causas e consequências.


