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Investigação da PF aponta que o Comando Vermelho tinha rede de proteção com delegado, advogado e ex-secretário

O objetivo do grupo seria favorecer um traficante internacional de drogas

Polícia Federal (Foto: PF/Divulgação)

247 - Um grupo suspeito de comercializar informações sigilosas e intermediar influência dentro da administração pública para beneficiar interesses ligados ao Comando Vermelho (CV) está no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Federal. O objetivo do grupo seria favorecer um traficante internacional de drogas que buscava obter informações privilegiadas e proteção institucional para suas atividades ilícitas. O caso envolve diferentes profissionais e autoridades públicas.

De acordo com informações divulgadas pela coluna de Mirelle Pinheiro nesta segunda-feira (9), a organização investigada incluiria advogados, servidores públicos, um ex-secretário de Estado identificado como Alessandro Pitombeira Carracena e um delegado da Polícia Federal.

Segundo a apuração, o delegado apontado como integrante do grupo foi identificado como Fabrizio Romano. A investigação da PF indica que os suspeitos teriam estruturado uma associação criminosa voltada à negociação de vantagens indevidas e à venda de influência dentro de órgãos públicos.

As apurações fazem parte da Operação Anomalia, que está vinculada ao inquérito que levou ao indiciamento do deputado estadual Rodrigo Bacellar, do União Brasil, e do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.

De acordo com os investigadores, os envolvidos poderão responder por uma série de crimes, incluindo associação criminosa, tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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