Militar nomeado por Bolsonaro para a Anvisa é olavista e ataca OMS e vacina chinesa nas redes

Jorge Luiz Kormann, indicado por Jair Bolsonaro à direção da Anvisa também, defende o uso da hidroxicloroquina contra o novo coronavírus

Jorge Luiz Kormann, Anvisa
Jorge Luiz Kormann, Anvisa (Foto: Reprodução | Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O tenente-coronel Jorge Luiz Kormann, indicado nesta quinta-feira, 12, por Jair Bolsonaro à direção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apoia os ataques bolsonaristas contra a Organização Mundial da Saúde (OMS) e critica a vacina chinesa contra a Covid-19, CoronaVac, que está sendo desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantã.

Após anúncio de uma vacina da farmacêutica Pfizer, os testes da vacina chinesa haviam sido impedidos pela Anvisa esta semana, após a morte de um voluntário, que não foi causada pelo imunizante. Na ocasião, Bolsonaro chegou a comemorar a proibição. Os testes foram liberados novamente na quarta-feira, 11.

Kormann também comemorou a proibição dos testes, segundo reportagem do Estado de S.Paulo, que mostra que o militar curtiu publicação no Twitter afirmando que “todo mundo sabe que o Doria é o ‘China Boy’. Mas nessa história da vacina, tá ficando até constrangedor.”

Além dos ataques contra a vacina chinesa e à OMS, Kormann também apoia publicações do guru bolsonarista Olavo de Carvalho e defende o uso da hidroxicloroquina contra o novo coronavírus. Não existe, porém, comprovação científica da eficácia do medicamento contra o vírus. 

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247