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Quem é o advogado preso por suspeita de estruturar esquema de propina no BRB

Daniel Lopes Monteiro é apontado pela PF como peça-chave em estrutura financeira usada para ocultar valores em operação bilionária investigada

O advogado Daniel Lopes Monteiro preso durante nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina envolvendo o BRB e o Banco Master. (Foto: Divulgação )

247 - O advogado Daniel Lopes Monteiro foi preso nesta quinta-feira (16/4) durante nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB) e o Banco Master. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles.

Monteiro é apontado pela Polícia Federal como um dos responsáveis por estruturar mecanismos financeiros que teriam sido utilizados para ocultar valores ligados à negociação entre as instituições. Na mesma operação, também foi preso o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que, segundo os investigadores, teria ligação direta com o advogado nas tratativas investigadas.

Natural de São Paulo, Daniel Lopes Monteiro formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e construiu carreira nas áreas de direito societário, bancário e mercado de capitais. Ele é sócio do escritório Monteiro Rusu e possui atuação voltada a operações financeiras e estruturadas.

De acordo com a investigação, o advogado também teria participado de uma operação envolvendo a compra de ações do BRB ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A apuração aponta que essas movimentações podem estar relacionadas ao esquema sob análise da Polícia Federal.

Os investigadores afirmam que o pagamento de vantagens indevidas teria sido feito por meio da aquisição de imóveis. Ao todo, seis propriedades — quatro em São Paulo e duas em Brasília — teriam sido utilizadas para movimentar cerca de R$ 140 milhões.

A Polícia Federal informou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que conseguiu rastrear o caminho do dinheiro, o que levou à decretação das prisões preventivas. A decisão foi autorizada pelo próprio ministro.

A Operação Compliance Zero chega à sua quarta fase com foco em aprofundar a apuração sobre um suposto esquema estruturado de corrupção. No centro das investigações está uma operação em que o BRB teria injetado aproximadamente R$ 12 bilhões no Banco Master, por meio da aquisição de carteiras de crédito consignado consideradas fraudulentas.

O caso segue sob sigilo judicial.

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