Humberto Costa: ataque dos EUA contra a Venezuela 'não pode ser normalizado pela comunidade internacional'
O senador também publicou uma gravação que, segundo o próprio parlamentar, 'desnuda, de forma muito viva' os interesses de Trump no país sul-americano
247 - Presidente do Parlasul, o senador Humberto Costa (PT-PE) citou argumentos usados por Donald Trump para atacar o território venezuelano, presidido por Nicolás Maduro, que foi sequestrado por forças dos Estados Unidos.
“A coletiva de Trump corrobora a violência ao direito internacional que representou o ataque à Venezuela. Tutela de um país soberano, ameaça a outras nações, espoliação alheia para atender aos interesses dos EUA. Isso não pode ser normalizado pela comunidade internacional”, publicou o petista na rede social X.
“Trump anuncia que os Estados Unidos vão ‘administrar’ a Venezuela até quando julgarem adequado a uma eleição e que uma grande petroleira americana ‘irá consertar’ o mercado de petróleo no país. Se isso não for rasgar todo o direito e convenções internacionais, nada mais é”, acrescentou.
O senador recordou uma gravação. “Este vídeo de 18 de dezembro passado desnuda, de forma muito viva, as intenções por trás desse gravíssimo atentado ao direito internacional ocorrido na Venezuela: ‘queremos o ‘nosso’ petróleo de volta’”.
Parlasul
O Parlamento do MERCOSUL (Parlasul) é o órgão legislativo do bloco e atua como instância de representação dos cidadãos dos Estados Partes: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Atualmente, conforme estabelece a Decisão CMC nº 41/15 e a Recomendação Parlasul nº 12/17, que aprovou o Acordo Político, a composição do Parlamento do MERCOSUL é formada por 43 parlamentares da Argentina, 37 do Brasil, 18 do Paraguai e 18 do Uruguai. A Bolívia, que se encontra em processo de adesão ao bloco, conta com 18 parlamentares com direito a voz.
O financiamento do orçamento do Parlamento é realizado pelos Estados Partes segundo os critérios definidos na Decisão CMC nº 62/10. De acordo com essa norma, a Argentina contribui com 24%, o Brasil com 44%, enquanto Paraguai e Uruguai respondem, cada um, por 16% do total.



